quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Os fundos de investimento

Os Fundos de Investimento nacionais perderam, em julho passado, qualquer coisa como 788 milhões de euros de ativos sob gestão. Desse valor, cerca de 748 milhões saíram, por razões estúpidas, mas óbvias, da ESAF, que é a sociedade gestora do Grupo BES, agora Novo Banco.


As "razões estúpidas" que refiro devem-se sobretudo ao facto de que os fundos geridos pela ESAF, à data de 30 de junho, deterem qualquer como como 0,001% de produtos do famigerado GES. Ou seja: nada que mereça relevar!


Insisto numa ideia que tenho vindo a referir com insistência, meus amigos: o melhor sítio para se colocar dinheiro são os fundos de investimento! 


Ponto final.


Não se iludam. Vejamos o caso Ex-BES: No seu balanço, à data de 30 de junho, este banco tinha qualquer coisa como 46 mil milhões de euros de ativos sob gestão (ou seja, dinheiro dos seus clientes); Caso fosse decidido deixar falir o banco, quem teria que responder, face às novas regras europeias, teria que ser o Fundo de Resolução, que tinha lá, mais coisa, menos coisa, 186 milhões de euros. Ou seja, 0,40% do dinheiro depositado num só banco do sistema. Se um banco desta grandeza fechasse, imaginem o impacto disto em todo o sistema… E onde estaria o dinheiro, para devolver aos depositantes?


Ainda acreditam na "história" da "garantia" dos 100 mil euros?


Para acabar, e para não serem só palavras minhas, permitam-me citar quem sabe, neste caso a APFIPP - associação que agrega as gestoras de fundos:

"Desconhecimento dos investidores


No comunicado divulgado, a Associação que representa a indústria mostra sua crença de que a situação verificada no mês passado denota “que muitos investidores ainda desconhecem as caraterísticas fundamentais dos fundos de investimento, nomeadamente que se tratam de patrimónios autónomos, cujos ativos são pertença exclusiva dos seus participantes e que não respondem, em caso algum, por dívidas da sociedade gestora, do banco depositário ou de qualquer outra entidade externa ao fundo”.


Gostaria de ler os vossos comentários. Não quero insultar ninguém, mas sei que há uma ignorância generalizada acerca deste tema.

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