terça-feira, 14 de maio de 2013

Activobank: Regresso de Portugal aos mercados: nova oportunidade de investimento?


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01 - O REGRESSO DE PORTUGAL AOS MERCADOS: NOVA OPORTUNIDADE DE INVESTIMENTO?

A ficha técnica da OT 5,65% 15 de fevereiro de 2024
Quem foram os investidores que procuraram ...
As outras emissões de OT's portuguesas
Características a ter em consideração...
Como interpretar algum do jargão

02 - INVESTIR EM OBRIGAÇÕES NO ACTIVOBANK



NEWSLETTER Nº517
14 maio 2013
 


   

O REGRESSO DE PORTUGAL AOS MERCADOS: NOVA OPORTUNIDADE DE INVESTIMENTO?

 
 


No passado dia 7 de maio Portugal voltou a emitir dívida pública através de Obrigações do Tesouro a 10 anos. Ao todo foram colocados  três mil milhões de euros a uma taxa anual de 5,65%, essencialmente junto de investidores internacionais. Participaram nesta operação 369 investidores, entre os quais bancos, bancos centrais e fundos de pensões, totalizando uma procura na operação superior a 10 mil milhões de euros. Num mercado de dívida em que as yields ao longo ano de 2012 e durante o primeiro trimestre de 2013 foram sendo esmagadas, assumindo até valores negativos para dívida de países como a Alemanha (a 2 anos), uma emissão de dívida em euros com uma taxa de 5,65% ao ano não podia deixar de suscitar o interesse dos que procuram um rendimento real positivo.

Ao longo desta newsletter iremos detalhar um pouco mais esta emissão de dívida nacional, caracterizar o investimento em obrigações e apresentar algumas das variáveis a ter em consideração num investimento neste tipo de instrumento financeiro.

A ficha técnica da OT 5,65% 15 de fevereiro de 2024

Tipo: Obrigações do Tesouro a 10 anos

Valor total da emissão: 3 mil milhões de euros

Data de emissão: 14 de maio de 2013

Data de vencimento: 15 de fevereiro de 2014

Cupão: 5,65%, pago anualmente

Valor nominal: 0,01 €

Mercado de negociação: Euronext Lisbon

Quem foram os investidores que procuraram esta emissão de dívida

Dos 369 investidores que participaram nesta emissão de dívida, apenas 14% ficaram em mãos nacionais,sendo de destacar o elevado peso do britânicos e norte-americanos. Uma nota também para o facto de 51% da emissão ter sido subscrita por fundos de investimento.

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Fonte:IGCP: Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública

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Fonte:IGCP: Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública

As outras emissões de OT's portuguesas

Incluindo a mais recente emissão de dívida pública, existem atualmente 14 emissões vivas de Obrigações do Tesouro nacionais, com maturidades desde setembro de 2013, até ao longínquo ano de 2037. Na tabela abaixo apresentamos-lhe as principais características técnicas das outras 13 emissões de Obrigações do Tesouro já emitidas no passado:

Emissão

ISIN

Cupão

Taxa de cupão

Data de emissão

Data de maturidade

OT 5.45% Sep 2013

PTOTEGOE0009

Anual

5,450%

26 maio 1998

23  setembro 2013

OT 4.375% Jun 2014

PTOTE1OE0019

Anual

4,375%

29 outubro 2003

16 junho 2014

OT 3.6% Oct 2014

PTOTEOOE0017

Anual

3,600%

3 junho 2009

15 outubro 2014

OT 3.35% Oct 2015

PTOTE3OE0017

Anual

3,350%

13 julho 2005

15 outubro 2015

OT 6.4% Feb 2016

PTOTEPOE0016

Anual

6,400%

14 fevereiro 2011

15 fevereiro 2016

OT 4.2% Oct 2016

PTOTE6OE0006

Anual

4,200%

17 julho 2006

15 outubro 2016

OT 4.35% Oct 2017

PTOTELOE0010

Anual

4,350%

3 maio 2007

16 outubro 2017

OT 4.45% Jun 2018

PTOTENOE0018

Anual

4,450%

4 março 2008

15 junho 2018

OT 4.75% Jun 2019

PTOTEMOE0027

Anual

4,750%

3 março 2009

14 junho 2019

OT 4.80% Jun 2020

PTOTECOE0029

Anual

4,800%

17 fevereiro 2010

15 junho 2020

OT 3.85% Apr 2021

PTOTEYOE0007

Anual

3,850%

23 fevereiro 2005

15 abril 2021

OT 4.95% Oct 2023

PTOTEAOE0021

Anual

4,950%

15 junho 2008

25 outubro 2023

OT 4.10% Apr 2037

PTOTE5OE0007

Anual

4,100%

22 março 2006

15 abril 2037

Fonte: IGCP: Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública

Note-se que apenas uma emissão de Obrigações do Tesouro, de entre as que se encontram atualmente vivas, tem uma taxa superior à que a República de Portugal acabou de realizar no dia 7 de maio. Foi a emissão a 5 anos realizada em fevereiro de 2011, com uma taxa de cupão de 6,40%. Mas quando analisamos uma obrigação (seja ela de um emitente público ou privado) devemos ter em especial atenção duas características, a qualidade do crédito e a sua maturidade, pois são estas as principais determinantes da taxa de remuneração; quanto pior for a situação financeira do emitente, e maior o prazo de pagamento da obrigação, maior deverá ser o rendimento exigido.

Características a ter em consideração no investimento em obrigações

1. A qualidade do crédito

Para auxiliar a avaliação da qualidade de crédito das obrigações, existem agências de rating independentes que atribuem uma notação ao emitente e às emissões de dívida, em função da sua capacidade creditícia. Entre as maiores agências de rating estão a Standard & Poor´s, a Moody's e a Fitch, todas elas já conhecidas dos portugueses desde o início da crise da dívida soberana, por terem sucessivamente realizado downgrades à dívida pública portuguesa.

Para ilustrar os ratings de dívida e o seu significado, apresentamos a escala utilizada por estas agências de rating para a dívida sénior de longo prazo:

Moody's

S&P

Fitch

Notação

Classificação

Aaa

AAA

AAA

Qualidade máxima

Investment Grade

Aa1

AA+

AA+

Qualidade elevada

Aa2

AA

AA

Aa3

AA-

AA-

A1

A+

A+

Forte capacidade de pagamento

A2

A

A

A3

A-

A-

Baa1

BBB+

BBB+

Adequada capacidade de pagamento

Baa2

BBB

BBB

Baa3

BBB-

BBB-

Ba1

BB+

BB+

Probabilidade de cumprir obrigações,
incerteza recorrente

"Lixo"

Ba2

BB

BB

Ba3

BB-

BB-

B1

B+

B+

Obrigações de risco elevado

B2

B

B

B3

B-

B-

Caa1

CCC+

CCC+

Vulnerável a incumprimento

Caa2

CCC 

CCC

Caa3

CCC-

CCC-

Ca

CC

CC

Perto ou em incumprimento

C

C

C

D

D

D

Fonte: Moody's; S&P e Fitch

Atualmente, a dívida pública da República de Portugal encontra-se classificada como "lixo" pelas principais agências de rating internacionais, ainda que apenas um degrau abaixo de invesment grade. Fitch, Moody's e Standard & Poor's atribuem à dívida portuguesa as classificações de BB+, Ba3 e BB, respetivamente.

2. A maturidade

É a data em que o principal (valor da dívida) de uma obrigação deve ser paga na íntegra. A maturidade das obrigações é frequentemente referida como sendo de curto, médio ou longo prazo. Geralmente, maturidades até três anos são consideradas de curto prazo; de médio prazo as emissões de obrigações que vencem entre quatro a dez anos e emissões de longo prazo, as obrigações com maturidades superiores a 10 anos. Seja qual for a maturidade, o emitente cumpre com as suas responsabilidades quando a dívida chega ao seu vencimento e o pagamento de juros final, juntamente com o principal, são pagos.

Nem todas as obrigações atingem a maturidade, pois algumas emissões de obrigações contemplam a possibilidade do emitente proceder ao seu reembolso antecipado, em função de condições definidas no prospeto da emissão, seja a possibilidade de reembolso antecipado no final de um determinado período, ou em qualquer momento, podendo o reembolso contemplar o pagamento de um prémio sobre o principal.

Como interpretar algum do jargão

Contrariamente às ações cujo preço é negociado em moeda, no caso das ações nacionais em euros, as obrigações negoceiam em percentagem do seu valor nominal. Por exemplo, se uma obrigação tem um valor nominal de 50 mil euros, o preço de 100% significa que a obrigação está a negociar ao par, ou seja, pelo seu valor nominal. É sobre o valor nominal que é pago o cupão, de acordo com a taxa de remuneração da emissão da obrigação, que poderá ter uma taxa fixa, ou uma taxa variável em função de um indexante (ex: euribor, taxa de inflação,..). Face à multiplicidade de opções que podem ter as obrigações, vamos centrar a atenção nas emissões de obrigações clássicas, com taxa de juro fixa e maturidade definida sem opção de reembolso antecipado.

1. O preço

Como referido, é definido em percentagem do valor nominal. No momento da emissão (em mercado primário), é de 100%, no entanto ao longo da sua vida, e até à maturidade, o seu preço poderá flutuar, em função da situação financeira do emitente (a sua degradação provocará a queda do preço, uma melhoria, a sua subida) e da evolução das condições de financiamento do mercado (uma subida das taxas de juro de mercado provocará uma queda do seu preço, uma descida o inverso). Quando uma obrigação transaciona em mercado secundário (após emissão em mercado primário) abaixo dos 100%, é normalmente dito que transaciona abaixo do par, quando o seu preço é superior a 100%, está a negociar acima do par.


2. O cupão

A remuneração da obrigação é materializada ao longo da sua vida através do pagamento de um cupão periódico, podendo este assumir uma periodicidade trimestral, semestral ou anual. O cupão é pago de acordo com a taxa a que a obrigação foi emitida, e é pago sobre o valor nominal da obrigação. Este último aspeto assume particular relevo quando o investimento na obrigação é realizado em mercado secundário a um preço diferente dos 100%, uma vez que ao adquirir uma obrigação abaixo do par, está implicitamente a garantir um cupão correspondente a uma taxa superior à taxa de cupão da obrigação, já que o cupão é pago em função do valor nominal da obrigação. Ao invés, ao adquirir uma obrigação acima do par, sucede precisamente o inverso, ou seja, implicitamente a taxa recebida será inferior à taxa de cupão da obrigação. Por último, é importante referir que na compra de uma obrigação em mercado secundário, é normalmente pago o juro corrido ao vendedor, sendo depois recuperado na íntegra na próxima data de pagamento de cupão da obrigação.

3. O reembolso ao par na maturidade

O reembolso da obrigação é realizado pelo valor nominal na maturidade, o que corresponde ao valor emprestado na data de emissão. No entanto, quando o investimento é realizado em mercado secundário, a preços diferentes do valor nominal, o valor de reembolso na maturidade será diferente do valor investido. Caso a obrigação seja comprada abaixo do par, tal significa que na maturidade o investidor receberá 100% do valor nominal, ou seja, um valor superior ao que havia investido aquando da compra da obrigação. Ao comprar acima do par, sucede o inverso.

4. A yield da obrigação

A yield é a taxa de rendibilidade anualizada de uma obrigação e representa o retorno efetivo de uma obrigação de taxa fixa, tendo em conta o preço a que foi adquirida e a taxa de cupão que paga periodicamente, assumindo o reinvestimento dos cupões pagos à mesma taxa de retorno.

Convém sublinhar que a yield não representa a taxa de juro à qual o emitente da obrigação está a ser financiado. Ou seja, quando se diz que a yield das obrigações de um determinado emitente está nos 10%, tal não significa que o emitente esteja a pagar juros daquela magnitude, mas sim que os investidores irão ganhar em termos anualizados 10% até à data de maturidade da obrigação. A diferença entre a taxa de cupão e a yield deve-se à cotação da obrigação no mercado secundário.

Por exemplo, quem comprar uma obrigação na data de emissão ao par, terá uma yield igual à taxa de cupão. Caso a obrigação esteja a cotar a um preço inferior, abaixo do par, é necessário calcular a yield para se ter em conta a diferença entre o valor nominal da obrigação, recebida na data de maturidade, e o preço ao qual o título foi adquirido no mercado.

Em conclusão....

O cupão de uma obrigação está longe de ser a principal variável de decisão do investimento em obrigações. O risco do emitente e a maturidade da emissão de obrigações devem também ser avaliadas cautelosamente pelo investidor. De que serve ter uma obrigação com um elevado cupão se o emitente não a pode pagar? Numa perspetiva de risco de crédito um título de dívida alemão com uma yield negativa pode verificar-se um melhor investimento do que um investimento num título de dívida de elevado cupão, mas de fraca qualidade creditícia!

Ainda assim, emissões de dívida pública com as características daquela que Portugal acaba de realizar são das poucas formas de obter um retorno real positivo no mundo atual das obrigações, por isso, na hora de decidir, é difícil ficar indiferente ao cupão. 

Como sempre, e não nos cansamos de o repetir, no mundo dos investimentos a velha máxima de "não colocar os ovos todos no mesmo cesto" continua a ser verdade.



   

INVESTIR EM OBRIGAÇÕES NO ACTIVOBANK

 
 

No ActivoBank disponilizamos a possibilidade de investir em obrigações de duas formas, através da negociação em bolsa e da colocação em mercado primário.

 

Negociação em bolsa

Tão simples como negociar uma ação. Todas as emissões de obrigações admitidas à negociação na Euronext Lisbon estão disponíveis para serem transacionadas em activobank.pt, na tab "Investir".

Além de todas as Obrigações do Tesouro emitidas  pela República de Portugal (onde se incluirá brevemente também a emissão de maio deste ano), poderá também encontrar obrigações de outros emitentes como a EDP, GALP, ZON, Mota Engil, dos principais clubes de futebol nacionais e também bancos nacionais.


Mercado primário


Muitas das emissões de obrigações são colocadas em mercado primário apenas junto de investidores institucionais. No entanto, recentemente alguns emitentes nacionais têm realizado Operações Públicas de Subscrição (OPS), permitindo desta forma o acesso dos investidores particulares à emissões de obrigações no momento inicial da sua emissão.
Atualmente não existe nenhuma OPS a decorrer, no entanto, prevê-se que ao longo deste ano ainda possam existir mais algumas operações deste tipo, disponibilizando o ActivoBank o acesso às mesmas, sendo ou não sindicato da operação de colocação das mesmas.

Por último, contamos a breve prazo ter ainda mais algumas novidades sobre o investimento em obrigações no ActivoBank, garantindo desde já que será o primeiro a saber.

 

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