domingo, 22 de dezembro de 2013

Boas Festas 2013

Vídeo de Natal, Domingos Moreira from Domingos Moreira on Vimeo.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Activobank: O "Nobel" da Economia

 

 


indice

01 - Fama, Hansen e Shiller – da aparente contradição à provável complementaridade

Eugene Fama e os mercados eficientes
Robert Shiller e a exuberância irracional
Contradição ou Complementaridade?
Então e Lars Peter Hansen?

02 - A volatilidade como estratégia – Amundi Funds - Absolute Volatility Euro Equities e Absolute Volatility World Equities

NEWSLETTER Nº523
14 novembro 2013
 


   

FAMA, HANSEN E SHILLER – DA APARENTE CONTRADIÇÃO À PROVÁVEL COMPLEMENTARIDADE

 
 

Foi anunciado no passado dia 14 de outubro, o "prémio nobel da economia 2013", que desta vez distinguiu 3 investigadores americanos - Eugene Fama, Lars Hansen e Robert Shiller.

Ainda antes de nos debruçarmos sobre o tema, deixamos a nota de que não existe qualquer Prémio Nobel da Economia uma vez que não foi previsto no testamento de Alfred Nobel redigido por este em 1895 e que determinava a criação de uma instituição à qual caberia recompensar anualmente as pessoas que se distinguissem por prestar serviços relevantes à Humanidade nas áreas da diplomacia ou paz, literatura, química, fisiologia ou medicina e física.

Na sequência deste testamento, a Fundação Nobel foi criada em junho de 1900 e os referidos prémios começaram a ser atribuídos a partir do ano de 1901. Estes prémios são custeados pelos rendimentos privados, oriundos do legado de Alfred Nobel.

Quanto ao Prémio das Ciências Económicas – assim se chama o "nobel" da economia - foi criado em 1968 pelo Banco Central da Suécia para celebrar o seu tricentenário, foi atribuído pela primeira vez em 1969 e é de montante igual ao Prémio Nobel, sendo custeado com recursos públicos, provenientes do próprio Banco Central. A sua designação oficial é Prémio Sveriges Riksbank de Ciências Económicas em Memória de Alfred Nobel e, por incluir esta dedicatória, acabou por ser confundido com um "verdadeiro" Prémio Nobel. De acordo com a Academia Real das Ciências da Suécia, o processo de nomeação, os critérios de escolha e a apresentação da decisão são conduzidos de maneira similar à dos Prémios Nobel, e "conforme as regras que regulam a atribuição daqueles que foram criados a partir do testamento de Alfred Nobel".

O "prémio Nobel da Economia" é entregue na mesma ocasião que os prémios originais, os premiados recebem a mesma medalha de ouro, o mesmo diploma e uma recompensa financeira no mesmo montante atual de oito milhões de coroas suecas (910.000 euros).

Em suma, para o "comum mortal, o prémio da Economia é tão Nobel como os restantes 5".

Voltando à atribuição deste ano – que alguns apelidaram de "desconcertante" - ficou essencialmente marcada pela aparente contradição cometida pela Academia Sueca, ao reconhecer a teoria da eficiência dos mercados, defendida por Eugene Fama e simultaneamente a chamada "economia comportamental" que foi criada por Robert Shiller. Com efeito, e pelo menos na aparência, a Academia distinguiu 2 investigadores que, estudando as variáveis determinantes para a avaliação de ativos financeiros, terão chegado a conclusões antagónicas. Eugene Fama é conhecido como o "pai da teoria dos mercados eficientes", segundo a qual se reconhece que os mercados incorporam toda a informação relevante na avaliação dos ativos, pelo que será uma perda de tempo tentar prever a evolução futura dos preços. Segundo as suas palavras, os mercados reagem surpreendentemente depressa às notícias e porque estas são sempre imprevisíveis, a evolução dos preços também o será.

Robert Shiller, numa perspetiva muito diferente, defende que os mercados são feitos por pessoas e, como tal, influenciados pela psicologia humana, o que pode conduzir a que os preços praticados nos mercados não reproduzam aquele que será o valor intrínseco dos respetivos ativos, incorporando as perceções subjetivas acerca dos mesmos. A chamada "economia comportamental", defende que a psicologia humana pode provocar resultados que a teoria tradicional económica não faria prever, ou seja, o conjunto das expectativas dos investidores é determinante para explicar a evolução dos preços dos ativos.

1. Eugene Fama e os mercados eficientes

Eugene Fama tem 74 anos, é professor na Universidade de Chicago e foi ele o fundador, em 1969, da teoria dos mercados de capitais eficientes uma vez que estes reúnem toda a informação necessária que determina o seu próprio comportamento. Assim, ninguém pode prever como o mercado se vai comportar amanhã porque os mercados eficientes já refletem tudo que é possível saber. Por outro lado, os preços mudam diariamente por causa das notícias do dia e uma vez que estas, por definição, têm caracter totalmente aleatório, a evolução dos preços replica esta mesma aleatoriedade. Uma vez que não existe qualquer variável que possa ser antecipada, neste tipo de mercado, a performance passada não diz absolutamente nada sobre o futuro.

É hoje inegável a influência que este investigador teve, no incremento dos fundos de índice de gestão passiva em detrimento dos fundos de investimento de gestão ativa – para quem acredita na eficiência dos mercados, não fará sentido pagar enormes comissões pela suposta habilidade dos gestores de fundos para escolherem ativos com base numa suposta análise de caráter científico, que este autor considera impossível. Já os fundos de investimento passivos, nomeadamente os que replicam índices, com comissões substancialmente mais baixas, são aceites com maior facilidade.

Outra questão mais polémica no que respeita às ideias defendidas por Fama, prende-se com a regulação financeira, que de acordo com a mesma teoria se poderia limitar a um mínimo.

Fama continua a discordar que o problema seja de falta de regulação e mesmo depois da crise financeira do subprime que teve início em 2007, numa visão ultraliberal, ainda acusou o Governo americano de ser o principal culpado, considerando que foi a sua influência, nomeadamente através das suas restrições e ajudas no acesso ao crédito, a principal determinante para a crise. Parece decorrência lógica que, para quem considera que os mercados são racionais e eficientes, a regulação seja considerada redundante e até contraproducente uma vez que o mercado encerra em si próprio os mecanismos de auto-regulação que lhe são necessários. Apesar de inicialmente defendidas nos anos 80, estas teorias mantém, na opinião de Fama, a sua atualidade.

Aliás, numa longa entrevista que concedeu em 2010 à revista The New Yorker, afirmou quando questionado sobre a crise do subprime: "Os mercados financeiros foram uma vítima da recessão e não uma causa da mesma".

2. Robert Shiller e a exuberância irracional

Robert Shiller, tem 67 anos e é professor na Universidade de Yale.

Num percurso menos polémico que o de Fama, tornou-se num dos principais críticos do seu trabalho e foi tentando demonstrar que o comportamento irracional dos investidores e a consequente ineficiência dos preços praticados no mercado era um facto que não devia nem podia ser desprezado na escolha da regulação e da condução de políticas económicas.

Entende Shiller que, nos rescaldos das várias crises financeiras, que determinaram descidas abruptas no mercado de ações bem como subidas relativamente inexplicáveis, no mercado imobiliário, deveríamos assumir que os preços formados no mercado não são de facto totalmente racionais e que nem este se auto regula como as teorias liberais defendem. De acordo com este autor, a integração da psicologia humana nos modelos económicos é determinante para a sua compreensão defendendo a intensificação da regulação financeira. Uma das vertentes mais conhecidas do seu trabalho é aquela que desenvolveu acerca das chamadas "bolhas especulativas" e que ele considera como uma espécie de epidemia social.

No seu livro Irrational Exuberance, publicado no ano 2000, Shiller relata como se desenvolvem períodos de "bolhas" nos mercados, tanto nos financeiros como nos imobiliários, e que os mesmos correspondem a períodos de alguma irracionalidade ou pelo menos de ausência de justificação tradicional económica evidente.

Uma frase dita por alguém num determinado contexto ou até descontextualizada, pode determinar perceções de sub ou sobre avaliação de alguns ativos financeiros e desencadear reações de mercado que escapam às justificações económicas habituais.

As chamadas "bolhas especulativas" formam-se quando começam a entrar num determinado ativo, novos participantes, sem experiência nesse mercado que se aventuram motivados pelas subidas que eles próprios em conjunto, vão propulsionando, num esquema de pirâmide natural. O final da "bolha" verifica-se quando os participantes deixam de entrar no ativo – o que sempre acontece uma vez que se trata de um universo finito. Em determinado momento, os grandes investidores, ou aqueles que conhecem melhor o mercado, percebem que os valores estão a atingir limiares excessivos e que os riscos de desvalorização estão iminentes e então começam a vender as suas ações, levando à queda dos preços e provocando assim o "estouro da bolha". Em 2005, por exemplo, Robert Shiller descreveu a forte subida do mercado imobiliário americano como uma "bolha especulativa" e avisou que os preços poderiam ajustar em cerca de 40%, ou seja, previu a crise do subprime, 2 anos antes da mesma se ter iniciado.

Quanto a Eugene Fama continua a dizer que não houve bolha nenhuma. Fama vai mais longe, afirmando que nem sabe o que é uma bolha, que é um termo que se tornou popular mas que não significa coisa nenhuma e que os preços refletem sempre na íntegra a informação disponível em cada momento.

3. Contradição ou Complementaridade?

A primeira reação perante estas nomeações foi certamente de estranheza – como é que se premeiam simultaneamente, opiniões divergentes sobre a mesma matéria? E nem se diga que estamos perante meras divergências retóricas uma vez que as teorias apresentadas têm relevância considerável na definição de estratégias de investimento e mesmo nas escolhas dos sistemas de regulação e até das políticas económicas. Contudo, com alguma reflexão adicional poderemos percecionar complementaridade e não contradição, nestas teorias. Provavelmente, no curto prazo, a evolução dos preços é aleatória e consequentemente torna-se inglório e até desnecessário o esforço para a definição de uma estratégia de investimento por um período pequeno.

Contudo, todos sabemos que os mercados podem avaliar mal os ativos por longos períodos por causa dos "mistérios" da psicologia humana.

Por último, importará referir que a ciência não assume que conhece a verdade sobre o mundo empírico, a ciência assume que tem que construir o conhecimento e por isso estamos a falar de trabalhos científicos e não de ideologias políticas.

4. Então e Lars Peter Hansen?

Lars Peter Hansen tem 61 anos, é professor na Universidade de Chicago e se existisse prémio nobel da matemática, provavelmente teria sido essa a distinção com que a Academia teria agraciado Lars.

E já agora, porque é que não existe "Prémio Nobel para a Matemática"?

Provavelmente já nos teremos questionado acerca da inexisténcia de um Nobel para a matemática, uma vez que este ramo da Ciência é, indiscutivelmente, um dos maiores patrimónios culturais da humanidade e pilar central da construção científica e tecnológica.

Existe uma teoria acerca do tema que tenta encontrar razões efetivas para que Alfred Nobel tenha, conscientemente, decidido pela não existência desse prémio.

Prende-se com uma rivalidade hipotética entre Alfred Nobel e o matemático sueco Magnus Gösta Mittag-Leffler que viveu entre 1846 e 1927. Uma vez que Mittag-Leffler era o indiscutível líder da matemática sueca, à data em que Alfred Nobel escreveu o seu testamento deixando a disposição de instituir os prémios, Nobel conseguiria antever com um grau de probabilidade quase total, que esse seu "rival" seria o primeiro vencedor do eventual prémio nobel da matemática e para o evitar, decidiu não eleger essa área da ciência.

A verdade é que, esta "explicação mesquinha" foi fabricada nos meios académicos e não merece credibilidade, pois Nobel e Mittag-Leffler não tiveram quase nenhum relacionamento, as respetivas áreas de investigação não foram nem coincidentes nem antagónicas e, portanto, não haveria motivo para a existência de qualquer rivalidade ou desinteligência entre os dois.

Ao que parece, a inexistência de um prémio para a matemática, justifica-se apenas pelo facto de Alfred Nobel não se ter lembrado desse importante ramo da ciência.

Aliás, o prémio para a Medicina e Fisiologia também não constava do seu primeiro testamento, datado de 1893 mas sim da ampliação que lhe fez em novembro de 1895, o que nos leva a concluir que esta área também terá sido inicialmente esquecida tendo sido repescada em momento posterior.

E provavelmente o mesmo teria acontecido com a matemática, acaso Alfred Nobel tivesse sobrevivido mais algum tempo.

Ora, voltando a Lars Peter Hansen, este "economista" que é considerado o génio matemático dos 3 premiados, desenvolveu um método estatístico que é particularmente bem-sucedido para testar as teorias sobre a racionalidade dos preços dos ativos.

Hansen complementa o trabalho de Shiller utilizando novas metodologias estatísticas para explicar a evolução dos preços dos ativos. Hansen confirma a ideia de Shiller de que existem preços "mal formados" pelo mercado e que advêm das apetências pelo risco dos investidores intervenientes. Numa conclusão relativamente "popular", o método estatístico desenvolvido por Hansen, determina que quando a envolvente é negativa, os investidores são mais cautelosos no preço que estão dispostos a pagar pelos ativos, enquanto que em períodos de maior euforia, os investidores tendem a pagar preços mais altos, influenciando assim, a formação dos próprios preços.

A Academia justificou a aparente contradição na atribuição dos 3 prémios: Embora seja impossível prever os preços das ações e das obrigações para os próximos dias e semanas, graças aos trabalhos de Fama, Hansen e Shiller "é possível prever a evolução geral destes preços em longos períodos, como os próximos três ou cinco anos".

"Os trabalhos desenvolvidos pelos 3 premiados, combinam o estudo dos fatores de risco e do risco das atitudes, com as tendências comportamentais e os atritos do mercado".

 

   

A VOLATILIDADE COMO ESTRATÉGIA – AMUNDI FUNDS - ABSOLUTE VOLATILITY EURO EQUITIES E ABSOLUTE VOLATILITY WORLD EQUITIES

 
 

A previsão do comportamento dos mercados é uma dificuldade comum às duas correntes dominantes e muito provavelmente, os mercados respeitam ambas, funcionando ao mesmo tempo como mecanismos de desconto de informação, mas também, exacerbando movimentos expansionistas ou retracionistas criando em alguns casos significativas ineficiências.

 

Apresentamos agora um fundo que é "agnóstico à movimentação dos mercados" e, aplicando critérios puramente matemáticos, investe na volatilidade.

O objetivo do fundo reside em capitalizar não só em períodos onde a volatilidade aumenta, mas também beneficiar com a volatilidade da própria volatilidade.

A estratégia assenta em 3 fatores que procuram gerar retorno:

1. Comprar volatilidade quando esta está a níveis historicamente baixos e vendê-la a níveis historicamente altos, apostando que ela acabará por regressar à média.

2. Beneficiar da volatilidade da volatilidade, ajustando a alocação à volatilidade prevendo pequenas variações em torno da média.

3. Capitalizar na alocação entre diversas volatilidades de várias geografias.

O VIX é o principal índice de volatilidade, que acompanha os mercados acionistas norte americanos e funciona como a medida oficial da volatilidade implícita do mercado.

Um valor elevado corresponde a um mercado mais volátil. Vulgarmente designado como o "índice do medo", representa uma medida das expectativas do mercado em relação à volatilidade dos 30 dias seguintes.

O VIX é calculado e disseminado em tempo real e no seu cálculo é usada uma mistura ponderada dos preços de um cabaz de opções. A fórmula usa preços do mês mais próximo e do mês seguinte e o objetivo é estimar a volatilidade implícita do mercado para o próximo período de 30 dias.

Como podemos observar, o ano de 2013 tem-se revelado invulgarmente pouco volátil, razão pela qual o fundo não teve um melhor comportamento no último ano:

Fonte: Bloomberg

Esta estratégia proporciona uma boa diversificação do portefólio dada a escassa correlação com as estratégias tradicionais de obrigações e ações e poderá ser utilizada para preservar o referido portefólio em períodos onde se espere alguma volatilidade ou quando se procure um pouco mais de proteção.

Amundi Funds

2007

2008

2009

2010

2011

2012

Absolute Volatility Euro Equities SE

6.32%

22.21%

5.44%

7.14%

1.98%

-2.08%

Absolute Volatility World Equities SU

-

29.72%

5.87%

12.02%

7.05%

-6.76%

 

Amundi Funds

1 ano
(cl. risco)

3 anos
(cl. risco)

5 anos
(cl. risco)

10 anos
(cl. risco)

Absolute Volatility Euro Equities SE

-10.38% (2)

-3.29% (2)

1.95% (3)

-

Absolute Volatility World Equities SU

-13.94% (3)

-2.27% (4)

0.88% (4)

-

Em conclusão ...

Parece afinal possível comprovar que as teorias defendidas pelos 3 premiados, não têm de ser antagónicas e muito menos auto-exclusivas.

Esta estratégia que apresentamos, assenta em critérios matemáticos ao mesmo tempo que desvaloriza, quer a auto-regulação eficiente dos mercados, quer a irracionalidade dos mesmos, optando por apostar na constatação – universalmente aceite??? – de que estes comportam volatilidade, qualquer que seja a justificação que se defenda para a explicar.

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Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico - convertido pelo Lince.

 
 

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Bancários em dificuldades

Bancários são o grupo com maior aumento do desemprego -

(Economia - Sol)

Encontrar um bancário num centro de emprego ou com dívidas em atraso não era comum em Portugal.
A profissão sempre esteve associada a algum estatuto salarial e a uma prolongada estabilidade no emprego, muitas vezes com carreiras de vida. Esses tempos já lá vão.
Os bancários foram o grupo profissional com a maior subida de inscrições no centros de emprego este Verão, com um aumento superior a 17% até Agosto. E já existem departamentos dentro de bancos para recuperar dívidas dos próprios funcionários, como no BCP.
O fecho de balcões e a redução de postos de trabalho têm sido medidas transversais a todo o sistema financeiro nos últimos anos. Com o número crescente de empresas e famílias que deixam de pagar os empréstimos contraídos, há uma queda de resultados dos bancos.
As instituições tentam compensar essas perdas com cortes nas despesas operacionais e o sector tem vindo a eliminar postos de trabalho desde o início da crise financeira.
Segundo o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), existem hoje mais de 4,3 mil bancários e profissionais de seguros desempregados à procura de novas oportunidades de trabalho.
Mais incumprimento
E os problemas da banca podem agravar-se. Segundo um relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgado esta semana, os bancos portugueses _poderão enfrentar perdas adicionais de oito mil milhões de euros nos próximos dois anos devido ao crédito malparado, sobretudo de empresas que deixaram de pagar os empréstimos.
 “Alguns bancos nas economias sob stress podem ter a necessidade de aumentar as provisões para fazer face à potencial deterioração da qualidade dos seus activos, o que poderia absorver uma larga porção dos lucros futuros”, refere o relatório.
O FMI considera que houve um bolha de crédito imobiliário em Portugal, tal como em Espanha, e que 75% dos empréstimos foram parar a empresas excessivamente endividadas, que terão dificuldades em devolver o dinheiro.
O valor das perdas potenciais com o malparado equivale a 5% do PIB português e é até superior à verba que resta da linha que a troika criou para ajudar os bancos, ao abrigo do programa de assistência.
Existem 6,4 mil milhões de euros para capitalizar instituições em dificuldades.
Embora o FMI admita que os bancos têm margem nos resultados operacionais para compensar as perdas previstas, isso implicaria “medidas adicionais, como cortes nos custos operacionais e reduções nos dividendos”.
Caso o cenário antecipado pelo FMI se concretize, alguns dos principais bancos teriam assim de reforçar as reduções de pessoal e de balcões.
Há quatro instituições em Portugal com processos de reestruturação acordados com a Comissão Europeia, por terem sido ajudados por fundos públicos: BCP, BPI, Caixa Geral de Depósitos e Banif (este último ainda a aguardar uma decisão sobre as medidas a tomar).
BCP é o caso mais bicudo
Até agora, o caso do BCP é o mais bicudo.
Comprometeu-se com uma redução de 25% nos custos com pessoal e o corte soma-se às rescisões de 900 trabalhadores que já foram concretizadas.
A medida será concretizada através de novas rescisões e de uma redução salarial a negociar com sindicatos e comissão de trabalhadores, um processo que se avizinha difícil.
“Não será fácil conciliar a intenção da administração com a legislação, que é restritiva nas reduções salariais.
 Será um processo moroso e nem sequer é certo que haja o nosso acordo”, diz ao SOL Paulo Alexandre, coordenador da Febase, a federação sindical do sector bancário.
O dirigente considera que contrapartidas como uma redução do horário de trabalho ou o aumento de dias de férias terão de estar em cima da mesa nas negociações, até para efeitos legais.
Para já, pouco se sabe sobre a dimensão do corte salarial e não há ainda reuniões marcadas entre a administração e os representantes dos trabalhadores.
As informações que chegam aos funcionários apontam para reduções progressivas até 10%, com salvaguarda dos salários abaixo de um determinado montante, mas quer a Febase quer a administração não confirmam este valor.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Protesto no Parlamento Europeu

A revolta contra a austeridade já chegou ao Parlamento Europeu.
Esta semana alguns deputados europeus manifestaram-se contra a Troika.
Esta foto está a correr a Europa toda, mas ... alguém a viu na imprensa portuguesa?
Como podem ver, deputados europeus manifestaram-se com a palavra de ordem:
Tirem as patas de cima de: CHIPRE, PORTUGAL, GRÉCIA, ESPANHA, IRLANDA.
Mas... por cá, se não for a internet, nada sabemos!
                  DIFUNDE-A...
 
 



quinta-feira, 15 de agosto de 2013

JESSE LIVERMORE (PARTE II)


Se pretende ser retirado desta mailing list, por favor envie um e-mail para newsletter@activobank.pt.
Um novo Livermore
Uma década atarefada
"Não há nada novo em Wall Street ..."


NEWSLETTER Nº520
14 de agosto 2013



JESSE LIVERMORE (PARTE II)

Tal como prometemos, com esta Newsletter iremos completar o relato da vida de Jesse Lauriston Livermore. Uma vida cheia de energia.

Mais do que a sua vida, esperamos conseguir transmitir-lhe o seu legado que ainda hoje, um século depois, se mantém atual.
Um novo Livermore
Em 1915, Livermore não aguentava mais estar fora de jogo e sabia que era o momento certo para reentrar na Bolsa e vencer. Depois de um longo período de abstinência, ganhou coragem, entrou no escritório de um antigo benfeitor e pediu novamente um empréstimo:

"Preciso de um empréstimo Charles."
"Quanto precisas?"
"Tu decides, não estou em posição de argumentar."
"Terás à tua disposição a partir de amanhã uma linha de 5.000 ações."-
propôs o amigo.

Consciente de que era pouco dinheiro, as suas decisões de investimento teriam que ser certeiras.
Ao analisar o mercado, escolheu comprar ações de uma empresa de aço: uma escolha óbvia já que o mundo se encontrava a meio de uma Grande Guerra.

Novamente utilizou a técnica de sondagem do mercado (investindo faseadamente) e ao fim de alguns dias, o preço da ação disparou de $98 para $145 perfazendo um lucro de aproximadamente $50.000.

A sua confiança estava novamente recuperada!
Os investimentos seguintes correram tão bem que um ano depois, J.L. já tinha juntado um capital de $500.000.
O passo seguinte foi pagar a todos os seus antigos credores, algo que tinha aprendido com o seu pai: um homem distingue-se pela sua honestidade.

O ano de 1917 foi especialmente feliz para Livermore, não só na esfera profissional mas também na sua vida pessoal. Através de um amigo – Flo Ziegfeld - dono de um clube noturno, conheceu Dorothea Wendt – Dorthy – a mulher com quem casaria e teria dois filhos.
"J.L., há uma pessoa que gostava que conhecesses. Uma rapariga que quando aparece ilumina a sala toda! Tens de a conhecer, tenho a certeza que ela também iluminará a tua vida."
"Muita diversão faz um homem pobre" -
respondeu Livermore.
"Então J.L., a vida são dois dias, não a desperdices"
Foi amor à primeira vista.

A dançarina baixinha e com uns lindos olhos verdes, tinha arrebatado o coração de Livermore. A partir daí, J.L. passou a ir todas as noites ver o seu espetáculo e a jantar com ela sempre que podia, enchendo-a de jóias e presentes. Casaram-se a 2 de Dezembro de 1918, ela com 18 anos e ele com 40 e Dorthy seria para sempre a alegria da vida de J.L.

Livermore queria dar à sua mulher, tudo o que ela merecia e mais. Depois do casamento, foram viver para uma casa luxuosa no centro de Nova Iorque, mobilada com o melhor que poderia existir: tapetes persas, quadros de pintores famosos nas paredes, lençóis de algodão egípcio, almofadas com penas de ganso …. Nada era demais para Dorthy.
Na área dos negócios, J.L. fez nessa altura mais uma descoberta importante para os seus investimentos:
As empresas de uma indústria seguem sempre a tendência da indústria, nomeadamente as empresas líderes. Por exemplo, se a indústria automóvel está a crescer porque a procura de automóveis está a aumentar, de certeza que empresas como a Ford ou a Chrysler irão observar uma subida no preço das suas ações.
Desta primeira, Livermore deduziria uma segunda regra:
Se uma ação não se está a comportar de acordo com o movimento da indústria é melhor ter cuidado! Esta situação muito provavelmente significa que existem problemas com a empresa.
Em resumo, um investidor deverá ser muito cauteloso nos investimentos que faz e não investir sem pensar ou apenas com base numa tendência. Livermore passou a focar-se em poucas indústrias e a analisar apenas os seus líderes. Afinal, se poderia fazer dinheiro com os mais poderosos de cada setor para quê investir nos segundos?
Em 1919 nasceu o seu primeiro filho – Jesse Jr.

Depois do bebé nascer mudaram-se para uma zona mais calma, fora de Nova Iorque, mas nem por isso para uma casa menos sumptuosa.

Livermore conseguiu novamente impressionar a sua mulher comprando uma casa com 29 quartos e 12 casas de banho, uma sala com uma mesa de jantar onde podiam sentar-se 42 pessoas, barbearia, sala de jogos, e até uma cervejeira uma vez que Dorthy havia descoberto que um dos empregados sabia fazer cerveja e por isso decidiu criar a sua própria marca. A nova casa de J.L. era invejada pelos melhores hotéis dos Estados Unidos.

Dorthy era o oposto de Livermore, se ele era reservado, ela era expansiva; se ele era taciturno, ela irradiava alegria e quando ele se sentia perdido era sempre nela que encontrava a solução.
Nesta casa davam festas todas as semanas e os convidados vinham das mais variadas áreas da sociedade americana: desde o cinema (Charles Chaplin era presença habitual) até à ópera (Madam Schumann-Heink), da música clássica até aos grandes empresários americanos. Foi nestas festas que J.L. acabou por conhecer muita gente influente como Alfred Sloan, CEO da General Motors ou Walter Percy Chrysler fundador da Chrysler Corporations.
Uma década atarefada
Em 1923, quando nasceu o seu segundo filho – Paul – Livermore abriu um novo escritório na 5ª Avenida longe da euforia de Wall Street. Nesse escritório, uma das paredes era toda coberta de ardósia, onde quatro ou mais rapazes ("chalkboard boys" como ele tinha sido aos 14 anos) atualizavam ao minuto os preços das ações.

Estes rapazes estavam proibidos de falar enquanto atualizavam o quadro e estavam ligados diretamente aos telefonistas de Wall Street o que fazia com que soubessem os preços cerca de 15 minutos antes da maioria das pessoas. J.L. já tinha aprendido a importância de ter informação sempre atualizada!

Os rapazes colocavam ao lado dos preços um conjunto de códigos que ajudavam J.L. a compreender as tendências do mercado. J.L. nunca explicaria estes códigos a ninguém e os próprios chalkboard boys estavam proibidos de os descodificar a quem quer que fosse. Um dia, Livermore comentaria com o seu filho Paul:
"Vês filho, aqueles símbolos no quadro são tão claros para mim como as notas de uma pauta são claras para um maestro. O quadro e aqueles rapazes estão a tocar uma sinfonia e tudo faz sentido para mim. "
Os anos foram passando e Livermore continuou a ganhar dinheiro com os seus investimentos, o que, a par de alguns escândalos na sua vida pessoal, faziam dele uma das figuras públicas mais comentadas pelos jornais e revistas de sociedade.
Apesar de continuar a investir de acordo com a tendência de crescimento do mercado, no final de 1928 Livermore começou a suspeitar que o mercado estava a atingir o seu máximo. As suas ferramentas de análise técnica começavam a mostrar alguma resistência e J.L. perguntava-se se estaria iminente apenas uma correção do mercado ou se estes poderiam ser os primeiros sinais de inversão.

Os seus instintos não podiam estar errados: por alguma razão o New York Times lhe chamava "The Great Bear of Wall Street". De facto, como em 1907, os sinais eram mais que evidentes:

  • As grandes empresas (líderes de indústria) não conseguiam aumentar o preço das suas ações;

  • Os melhores investidores começavam a libertar-se das suas posições vendendo-as a pequenos investidores que nada percebiam de mercados

  • Toda a gente investia! Barbeiros a engraxadores, donas de casa e agricultores, todos negociavam em bolsa aliciados pela utopia do dinheiro fácil e garantido
No ínicio de 1929, Livermore começou a abrir pequenas posições curtas para testar o mercado. Infelizmente entrou demasiado cedo, com o mercado ainda a subir e este erro de timing custou-lhe $250.000.

Porém, o seu quadro de ardósia não lhe mentia e por isso não desistiu. Pela segunda vez entrou curto no mercado e este reagiu novamente contra ele; J.L. teve de fechar novamente as posições.

No verão de 1929, pela terceira vez, repetiu a estratégia de teste ao mercado e, desta vez, já obteve lucro: não foram grandes lucros mas mostraram que a sua intuição (que ele dizia não ser intuição mas a experiência de vários anos na bolsa) estava correta. Era o momento para shortar(1) o mercado em grande!

No dia 24 de Outubro de 1929 – a famosa quinta-feira negra – várias ações entraram em queda livre sem qualquer rede que as amparasse: General Electric, Chrysler, International Telephone and Telegraph, AT&T, US Steel, etc.
Ao meio dia, mais de $8 milhões de ações já tinham sido vendidas e $15 mil milhões tinham-se perdido, fazendo desaparecer as poupanças de grande parte dos cidadãos americanos: empresários faliram numa questão de horas, especuladores arruinados suicidaram-se das mais variadas formas (atirando-se de janelas de hotéis, bebendo veneno ou simplesmente apontando uma arma à cabeça) e um pouco por toda a América, o cenário era de verdadeiro cataclismo.
Os homens mais poderosos do país, entre eles o presidente Hoover, Andrew W. Mellon, secretário do Tesouro, e os líderes da banca como J.P. Morgan Jr. juntaram-se para tentar, sem sucesso, travar o caos.
Ao contrário de todos, Livermore não parava de lucrar: no final desse ano a sua fortuna valia cerca de $100.000.000, o equivalente a mais de 1 bilião de dólares nos dias de hoje. Foi acusado de, em parte, ter provocado aquela crise pois começara a investir contra o mercado algum tempo antes e os ataques pessoais e à sua família, por carta ou por telefone, foram constantes nas semanas seguintes.
O crash de 1929 solidificou muitas das convicções de Livermore. Uma delas, bastante valiosa foi o timming do mercado: Afinal é tão importante saber se o mercado irá inverter como saber quando irá inverter.
Livermore foi dos primeiros investidores a desenvolver e utilizar ferramentas de análise técnica.
Para definir o momento de viragem do mercado, J.L. utilizou uma estatística que mais tarde explicaria aos seus filhos: os pontos pivot, que ainda hoje são muito utilizados para definir a tendência do mercado.

O ponto pivot não é mais do que a média aritmética entre o preço máximo, o preço mínimo e o preço de fecho de um ativo.

Se o mercado estiver numa tendência crescente, no dia seguinte o ativo deverá negociar acima deste ponto; pelo contrário, se o mercado estiver em recessão, o ativo estará a negociar abaixo do ponto pivot do dia anterior.
Os pontos pivot não devem ser utilizados isoladamente: uma boa análise deve conjugar várias outras ferramentas e medidas como suportes e resistências.

No seu livro How to Trade Stocks publicado em 1940, Livermore escreveu bastante sobre este tema:

 "Os Pontos Pivot são a medida necessária para negociar e vencer. Um investidor tem de ser paciente, porque leva tempo até que um ativo percorra o seu caminho lógico e natural. (...) Eu ganhei sempre dinheiro quando fui paciente e negociei nos pontos Pivot. "
"Não há nada novo em Wall Street ..."
Os anos 30 chegaram para Livermore cheios de esperança, mas rapidamente mostraram a sua decadência; não tanto nos investimentos mas na sua vida pessoal: Dorthy debatia-se com um grave problema de alcoolismo e o seu filho mais velho, Jesse Jr., agora um adolescente, ia pelo mesmo caminho.

J.L., passava cada vez mais tempo fora de casa e começara a frequentar clubes noturnos e a sair com raparigas mais novas o que o conduziu vertiginosamente para um divórcio escandaloso, em Setembro de 1932, ao fim de 14 anos de casamento.

Livermore conheceu entretanto aquela que viria a ser a sua última mulher: Harriet Metz Noble, dona de uma considerável fortuna e bastante mais nova do que ele. Casaram-se em 1933.
Contudo, os escândalos continuaram a fustigar a família: as discussões entre a ex-mulher, que ficara com a guarda dos filhos e, Jesse Jr., eram cada vez mais graves a ponto de no dia de Acção de Graças de 1935 Dorthy (sob o efeito do álcool) ter alvejado o filho a poucos milímetros do coração levando-o quase à morte.
Livermore já não sentia a mesma energia, perspicácia ou vontade de investir e todos estes acontecimentos, a par de alguns problemas financeiros bem como do fracasso do seu livro após o lançamento, submergiram o "The Great Bear of Wall Street" numa depressão profunda.

Na noite de 27 de novembro de 1940 Livermore e Harriet saíram para jantar no seu clube favorito – Stork Club. Um fotógrafo perguntou se podia fotografá-los e J.L. respondeu:

"Claro que sim. Porém esta será a última fotografia que me tira porque amanhã partirei para uma longa viagem."

A sua mulher ficou surpresa e perguntou-lhe o que é que ele queria dizer com aquilo ao que J.L. respondeu, sorrindo:

"Querida, é apenas uma piada."

No dia seguinte almoçou sozinho como já era habitual, no Sherry Netherland Hotel, no número 745 da 5ª Avenida.
Durante o almoço escrevia apressadamente no seu bloco de notas como se quisesse dizer muita coisa mas tivesse pouco tempo.

A meio da tarde, depois de ter ido ao escritório, voltou ao hotel para uma bebida. Bebeu o seu cocktail, dirigiu-se ao lobby do bar como se estivesse a encaminhar-se para a casa de banho, entrou no bengaleiro, e com a sua pistola suicidou-se com um tiro na cabeça.

Deixou apenas uma nota para a sua mulher que nunca foi revelada.
Em Fevereiro de 1941, a declaração de bens de Livermore demonstrava $10.000 em propriedades e cerca de $360.000 em dívidas.
Jesse Lauriston Livermore escreveu a história da sua vida pelas suas próprias mãos, um verdadeiro "self-made-man", o símbolo do "american dream" que ainda hoje faz sonhar tantos e tantos homens por todo o mundo.

Mais do que a sua vida, do que a sucessão das suas ascensões e declínios, Livermore deixou um legado que ainda hoje, um século depois, se mantém atual:

"Não há nada novo em Wall Street ou na especulação. O que aconteceu no passado irá acontecer novamente no futuro. Isto acontece porque a natureza humana não muda e são exatamente as emoções que se metem no caminho da inteligência" - Jesse Livermore
"Desde sempre, as pessoas têm vindo a investir da mesma forma nos mercados como consequência da sua ganância, medo, ignorância e esperança. Esta é a razão pela qual os padrões se repetem de forma constante nos mercados"- How to Trade in Stocks, Jesse Livermore, 1940.
(1) Shortar vem do verbo short que em inglês significa abrir posições curtas no mercado. Quando um investidor investe curto, pede emprestadas ações para devolver mais tarde a um menor preço. Neste caso, o investidor terá ganhos se o preço do ativo diminuir. É exatamente o contrário de investir longo onde o ganho advém da subida do preço do ativo.
Na elaboração desta Newsletter foram consultadas as seguintes obras:"Jesse Livermore: The World's Greatest Stock Trader by Richard Smitten" e "How To Trade In Stocks by Jesse Livermore". A informação aqui disponibilizada tem caráter meramente informativo e particular, sendo apresentada como mera ferramenta auxiliar, não devendo, nem podendo, desencadear ou justificar qualquer ação ou omissão, nem sustentar qualquer operação, nem ainda substituir qualquer julgamento próprio dos seus destinatários, sendo estes, por isso, inteiramente responsáveis pelos atos e omissões que pratiquem. Assim, e apesar de considerar que o conjunto de informações apresentadas foi obtido junto de fontes consideradas fiáveis, nada obsta que aquelas possam, a qualquer momento e sem aviso prévio, ser alteradas. Os investidores devem considerar esta informação como mais um instrumento no processo de tomada de decisão de investimento. O Banco ACTIVOBANK, S.A. rejeita, assim, a responsabilidade por quaisquer eventuais danos ou prejuízos resultantes, direta ou indiretamente da utilização da informação apresentada, independentemente da forma ou natureza que possam vir a revestir. A reprodução total ou parcial desta informação não é permitida sem autorização prévia.

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Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico - convertido pelo Lince


domingo, 30 de junho de 2013

RTPI - O seu dinheiro - Fundos de Investimentos vs Depósitos

Fundos de Investimento ou Depósitos a Prazo?

Conheça as vantagens de investir em fundos de investimento, instrumento financeiro ideal para diversificar os investimentos

e alternativa cada vez mais procurada face às aplicações tradicionais, como os depósitos.

 

Veja aqui o vídeo:

 

 

Acompanhe todas as semanas o Banco Best nos vídeos temáticos "O seu dinheiro" em:

 

- RTP Informação – todos os domingos às 12h45

- www.videos.sapo.pt/oseudinheiro


domingo, 19 de maio de 2013

FERNANDA MONTENEGRO

RECEBI DE UM AMIGO, E PARTILHO CONVOSCO

 

 

UMA MULHER INTELIGENTE FALANDO DOS HOMENS...

LEIAM E COMPARTILHEM.

Tive apenas um exemplar em casa, que mantive com muito zelo e dedicação num casamento que durou 56 anos de muito amor e companheirismo, (1952-2008) mas,

na verdade acredito que era ele quem também me mantinha firme no relacionamento.
Portanto, por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha 'Salvem os Homens!'
Tomem aqui os meus poucos conhecimentos em fisiologia da masculinidade a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda restam:


1. Habitat

Homem não pode ser mantido em cativeiro.
Se for engaiolado, fugirá ou morrerá por dentro.
Não há corrente que os prenda e os que se submetem à jaula perdem o seu DNA.
Você jamais terá a posse ou a propriedade de um homem, o que vai prendê-lo a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente, com dedicação, atenção, carinho e amor.


2. Alimentação correta

Ninguém vive de vento. Homem vive de carinho, comida e bebida. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ele não receber de você vai pegar de outra.
Beijos matinais e um 'eu te amo' no café da manhã os mantêm viçosos, felizes e realizados durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias.

Não o deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial. Portanto não se faça de dondoca preguiçosa e fresca...

Homem não gosta disso. Ele precisa de companheira autêntica, forte e resolutiva.


3. Carinho

Também faz parte de seu cardápio – homem mal tratado fica vulnerável a rapidamente interessar-se na rua por quem o trata melhor.
Se você quer ter a dedicação de um companheiro completo, trate-o muito bem, caso contrário outra o fará e você só saberá quando não houver mais volta.


4. Respeite a natureza

Você não suporta trabalho em casa? Cerveja? Futebol? Pescaria? Amigos? Liberdade? Carros?
Case-se com uma Mulher.
Homens são folgados. Desarrumam tudo. São durões. Não gostam de telefones. Odeiam discutir a relação. Odeiam shoppings. Enfim, se quiser viver com um homem, prepare-se para isso.


5. Não anule sua origem

O homem sempre foi o macho provedor da família, portanto é típico valorizar negócios, trabalho, dinheiro, finanças, investimentos, empreendimentos. Entenda tudo isso e apoie.

6. Cérebro masculino não é um mito

Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino, mas não gostam de mulheres burras.
Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente não possuem! Também, 7 bilhões de neurónios a menos!).
Então, aguente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objecto de decoração.
Se você se cansou de coleccionar amigos gays e homossexuais delicados, tente se relacionar com um homem de verdade.
Alguns vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você.
Não fuja desses, aprenda com eles e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com as mulheres, a inteligência não funciona como repelente para os homens.
Não faça sombra sobre ele...
Se você quiser ser uma grande mulher tenha um grande homem ao seu lado, nunca atrás.
Assim, quando ele brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ele estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.
Aceite: homens também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar.
A mulher sábia alimenta os potenciais do parceiro e os utiliza para motivar os próprios.
Ela sabe que, preservando e cultivando o seu homem, ela estará salvando a si mesma.

E Minha Amiga, se Você acha que Homem dá muito trabalho, case-se com uma Mulher e aí Você vai ver o que é Mau Humor!

Só tem homem bom quem sabe fazê-lo ser bom!

Eu fiz a minha parte, por isso meu casamento foi muito bom e consegui fazer o Fernando muito feliz até o último momento de um enfisema que o levou de mim.
Eu fui uma grande mulher ao lado dele, sempre.

Com carinho,

Fernanda Montenegro

Ficheiro:Fernandamontenegro28122006.JPG

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Depósitos a financiar resgates só como último recurso, diz o BCE

Membro do Conselho Executivo do BCE pede definição clara das fontes de financiamento de eventuais futuros resgates bancários.

Para Joerg Asmussen, que falou antes do arranque da reunião do Ecofin, os depositantes com mais de 100 mil euros devem estar no último lugar da hierarquia de credores.

Em caso de resgate bancário, argumentou Asmussen, os accionistas devem ser os primeiros a assumir perdas. Seguem-se todos os credores juniores e depois os credores seniores detentores de instrumentos de dívida não garantidos. Só como último recurso devem ser chamados a contribuir os depósitos com mais de 100 mil euros, sendo que em nenhum caso as poupanças inferiores a esse montante podem ser atingidas.

"Na reunião de hoje o Ecofin vai discutir a proposta de directiva sobre a resolução de crises bancárias, que no nosso entendimento deveria ser adoptada rapidamente porque queremos ter definidos os instrumentos de financiamento de resgates já em 2015 e não em 2018", disse Asmussen, citado pela Bloomberg, numa declaração que contraria os argumentos que o ministro alemão das Finanças escreveu ontem no Financial Times, num artigo onde defendia uma união bancária a dois tempos.

In, http://economico.sapo.pt/, by Pedro Latoeiro

Keep Calm

Foto

terça-feira, 14 de maio de 2013

Activobank: Regresso de Portugal aos mercados: nova oportunidade de investimento?


Se pretende ser retirado desta mailing list, por favor envie um e-mail para newsletter@activobank.pt.

 


indice

01 - O REGRESSO DE PORTUGAL AOS MERCADOS: NOVA OPORTUNIDADE DE INVESTIMENTO?

A ficha técnica da OT 5,65% 15 de fevereiro de 2024
Quem foram os investidores que procuraram ...
As outras emissões de OT's portuguesas
Características a ter em consideração...
Como interpretar algum do jargão

02 - INVESTIR EM OBRIGAÇÕES NO ACTIVOBANK



NEWSLETTER Nº517
14 maio 2013
 


   

O REGRESSO DE PORTUGAL AOS MERCADOS: NOVA OPORTUNIDADE DE INVESTIMENTO?

 
 


No passado dia 7 de maio Portugal voltou a emitir dívida pública através de Obrigações do Tesouro a 10 anos. Ao todo foram colocados  três mil milhões de euros a uma taxa anual de 5,65%, essencialmente junto de investidores internacionais. Participaram nesta operação 369 investidores, entre os quais bancos, bancos centrais e fundos de pensões, totalizando uma procura na operação superior a 10 mil milhões de euros. Num mercado de dívida em que as yields ao longo ano de 2012 e durante o primeiro trimestre de 2013 foram sendo esmagadas, assumindo até valores negativos para dívida de países como a Alemanha (a 2 anos), uma emissão de dívida em euros com uma taxa de 5,65% ao ano não podia deixar de suscitar o interesse dos que procuram um rendimento real positivo.

Ao longo desta newsletter iremos detalhar um pouco mais esta emissão de dívida nacional, caracterizar o investimento em obrigações e apresentar algumas das variáveis a ter em consideração num investimento neste tipo de instrumento financeiro.

A ficha técnica da OT 5,65% 15 de fevereiro de 2024

Tipo: Obrigações do Tesouro a 10 anos

Valor total da emissão: 3 mil milhões de euros

Data de emissão: 14 de maio de 2013

Data de vencimento: 15 de fevereiro de 2014

Cupão: 5,65%, pago anualmente

Valor nominal: 0,01 €

Mercado de negociação: Euronext Lisbon

Quem foram os investidores que procuraram esta emissão de dívida

Dos 369 investidores que participaram nesta emissão de dívida, apenas 14% ficaram em mãos nacionais,sendo de destacar o elevado peso do britânicos e norte-americanos. Uma nota também para o facto de 51% da emissão ter sido subscrita por fundos de investimento.

indice
Fonte:IGCP: Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública

indice
Fonte:IGCP: Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública

As outras emissões de OT's portuguesas

Incluindo a mais recente emissão de dívida pública, existem atualmente 14 emissões vivas de Obrigações do Tesouro nacionais, com maturidades desde setembro de 2013, até ao longínquo ano de 2037. Na tabela abaixo apresentamos-lhe as principais características técnicas das outras 13 emissões de Obrigações do Tesouro já emitidas no passado:

Emissão

ISIN

Cupão

Taxa de cupão

Data de emissão

Data de maturidade

OT 5.45% Sep 2013

PTOTEGOE0009

Anual

5,450%

26 maio 1998

23  setembro 2013

OT 4.375% Jun 2014

PTOTE1OE0019

Anual

4,375%

29 outubro 2003

16 junho 2014

OT 3.6% Oct 2014

PTOTEOOE0017

Anual

3,600%

3 junho 2009

15 outubro 2014

OT 3.35% Oct 2015

PTOTE3OE0017

Anual

3,350%

13 julho 2005

15 outubro 2015

OT 6.4% Feb 2016

PTOTEPOE0016

Anual

6,400%

14 fevereiro 2011

15 fevereiro 2016

OT 4.2% Oct 2016

PTOTE6OE0006

Anual

4,200%

17 julho 2006

15 outubro 2016

OT 4.35% Oct 2017

PTOTELOE0010

Anual

4,350%

3 maio 2007

16 outubro 2017

OT 4.45% Jun 2018

PTOTENOE0018

Anual

4,450%

4 março 2008

15 junho 2018

OT 4.75% Jun 2019

PTOTEMOE0027

Anual

4,750%

3 março 2009

14 junho 2019

OT 4.80% Jun 2020

PTOTECOE0029

Anual

4,800%

17 fevereiro 2010

15 junho 2020

OT 3.85% Apr 2021

PTOTEYOE0007

Anual

3,850%

23 fevereiro 2005

15 abril 2021

OT 4.95% Oct 2023

PTOTEAOE0021

Anual

4,950%

15 junho 2008

25 outubro 2023

OT 4.10% Apr 2037

PTOTE5OE0007

Anual

4,100%

22 março 2006

15 abril 2037

Fonte: IGCP: Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública

Note-se que apenas uma emissão de Obrigações do Tesouro, de entre as que se encontram atualmente vivas, tem uma taxa superior à que a República de Portugal acabou de realizar no dia 7 de maio. Foi a emissão a 5 anos realizada em fevereiro de 2011, com uma taxa de cupão de 6,40%. Mas quando analisamos uma obrigação (seja ela de um emitente público ou privado) devemos ter em especial atenção duas características, a qualidade do crédito e a sua maturidade, pois são estas as principais determinantes da taxa de remuneração; quanto pior for a situação financeira do emitente, e maior o prazo de pagamento da obrigação, maior deverá ser o rendimento exigido.

Características a ter em consideração no investimento em obrigações

1. A qualidade do crédito

Para auxiliar a avaliação da qualidade de crédito das obrigações, existem agências de rating independentes que atribuem uma notação ao emitente e às emissões de dívida, em função da sua capacidade creditícia. Entre as maiores agências de rating estão a Standard & Poor´s, a Moody's e a Fitch, todas elas já conhecidas dos portugueses desde o início da crise da dívida soberana, por terem sucessivamente realizado downgrades à dívida pública portuguesa.

Para ilustrar os ratings de dívida e o seu significado, apresentamos a escala utilizada por estas agências de rating para a dívida sénior de longo prazo:

Moody's

S&P

Fitch

Notação

Classificação

Aaa

AAA

AAA

Qualidade máxima

Investment Grade

Aa1

AA+

AA+

Qualidade elevada

Aa2

AA

AA

Aa3

AA-

AA-

A1

A+

A+

Forte capacidade de pagamento

A2

A

A

A3

A-

A-

Baa1

BBB+

BBB+

Adequada capacidade de pagamento

Baa2

BBB

BBB

Baa3

BBB-

BBB-

Ba1

BB+

BB+

Probabilidade de cumprir obrigações,
incerteza recorrente

"Lixo"

Ba2

BB

BB

Ba3

BB-

BB-

B1

B+

B+

Obrigações de risco elevado

B2

B

B

B3

B-

B-

Caa1

CCC+

CCC+

Vulnerável a incumprimento

Caa2

CCC 

CCC

Caa3

CCC-

CCC-

Ca

CC

CC

Perto ou em incumprimento

C

C

C

D

D

D

Fonte: Moody's; S&P e Fitch

Atualmente, a dívida pública da República de Portugal encontra-se classificada como "lixo" pelas principais agências de rating internacionais, ainda que apenas um degrau abaixo de invesment grade. Fitch, Moody's e Standard & Poor's atribuem à dívida portuguesa as classificações de BB+, Ba3 e BB, respetivamente.

2. A maturidade

É a data em que o principal (valor da dívida) de uma obrigação deve ser paga na íntegra. A maturidade das obrigações é frequentemente referida como sendo de curto, médio ou longo prazo. Geralmente, maturidades até três anos são consideradas de curto prazo; de médio prazo as emissões de obrigações que vencem entre quatro a dez anos e emissões de longo prazo, as obrigações com maturidades superiores a 10 anos. Seja qual for a maturidade, o emitente cumpre com as suas responsabilidades quando a dívida chega ao seu vencimento e o pagamento de juros final, juntamente com o principal, são pagos.

Nem todas as obrigações atingem a maturidade, pois algumas emissões de obrigações contemplam a possibilidade do emitente proceder ao seu reembolso antecipado, em função de condições definidas no prospeto da emissão, seja a possibilidade de reembolso antecipado no final de um determinado período, ou em qualquer momento, podendo o reembolso contemplar o pagamento de um prémio sobre o principal.

Como interpretar algum do jargão

Contrariamente às ações cujo preço é negociado em moeda, no caso das ações nacionais em euros, as obrigações negoceiam em percentagem do seu valor nominal. Por exemplo, se uma obrigação tem um valor nominal de 50 mil euros, o preço de 100% significa que a obrigação está a negociar ao par, ou seja, pelo seu valor nominal. É sobre o valor nominal que é pago o cupão, de acordo com a taxa de remuneração da emissão da obrigação, que poderá ter uma taxa fixa, ou uma taxa variável em função de um indexante (ex: euribor, taxa de inflação,..). Face à multiplicidade de opções que podem ter as obrigações, vamos centrar a atenção nas emissões de obrigações clássicas, com taxa de juro fixa e maturidade definida sem opção de reembolso antecipado.

1. O preço

Como referido, é definido em percentagem do valor nominal. No momento da emissão (em mercado primário), é de 100%, no entanto ao longo da sua vida, e até à maturidade, o seu preço poderá flutuar, em função da situação financeira do emitente (a sua degradação provocará a queda do preço, uma melhoria, a sua subida) e da evolução das condições de financiamento do mercado (uma subida das taxas de juro de mercado provocará uma queda do seu preço, uma descida o inverso). Quando uma obrigação transaciona em mercado secundário (após emissão em mercado primário) abaixo dos 100%, é normalmente dito que transaciona abaixo do par, quando o seu preço é superior a 100%, está a negociar acima do par.


2. O cupão

A remuneração da obrigação é materializada ao longo da sua vida através do pagamento de um cupão periódico, podendo este assumir uma periodicidade trimestral, semestral ou anual. O cupão é pago de acordo com a taxa a que a obrigação foi emitida, e é pago sobre o valor nominal da obrigação. Este último aspeto assume particular relevo quando o investimento na obrigação é realizado em mercado secundário a um preço diferente dos 100%, uma vez que ao adquirir uma obrigação abaixo do par, está implicitamente a garantir um cupão correspondente a uma taxa superior à taxa de cupão da obrigação, já que o cupão é pago em função do valor nominal da obrigação. Ao invés, ao adquirir uma obrigação acima do par, sucede precisamente o inverso, ou seja, implicitamente a taxa recebida será inferior à taxa de cupão da obrigação. Por último, é importante referir que na compra de uma obrigação em mercado secundário, é normalmente pago o juro corrido ao vendedor, sendo depois recuperado na íntegra na próxima data de pagamento de cupão da obrigação.

3. O reembolso ao par na maturidade

O reembolso da obrigação é realizado pelo valor nominal na maturidade, o que corresponde ao valor emprestado na data de emissão. No entanto, quando o investimento é realizado em mercado secundário, a preços diferentes do valor nominal, o valor de reembolso na maturidade será diferente do valor investido. Caso a obrigação seja comprada abaixo do par, tal significa que na maturidade o investidor receberá 100% do valor nominal, ou seja, um valor superior ao que havia investido aquando da compra da obrigação. Ao comprar acima do par, sucede o inverso.

4. A yield da obrigação

A yield é a taxa de rendibilidade anualizada de uma obrigação e representa o retorno efetivo de uma obrigação de taxa fixa, tendo em conta o preço a que foi adquirida e a taxa de cupão que paga periodicamente, assumindo o reinvestimento dos cupões pagos à mesma taxa de retorno.

Convém sublinhar que a yield não representa a taxa de juro à qual o emitente da obrigação está a ser financiado. Ou seja, quando se diz que a yield das obrigações de um determinado emitente está nos 10%, tal não significa que o emitente esteja a pagar juros daquela magnitude, mas sim que os investidores irão ganhar em termos anualizados 10% até à data de maturidade da obrigação. A diferença entre a taxa de cupão e a yield deve-se à cotação da obrigação no mercado secundário.

Por exemplo, quem comprar uma obrigação na data de emissão ao par, terá uma yield igual à taxa de cupão. Caso a obrigação esteja a cotar a um preço inferior, abaixo do par, é necessário calcular a yield para se ter em conta a diferença entre o valor nominal da obrigação, recebida na data de maturidade, e o preço ao qual o título foi adquirido no mercado.

Em conclusão....

O cupão de uma obrigação está longe de ser a principal variável de decisão do investimento em obrigações. O risco do emitente e a maturidade da emissão de obrigações devem também ser avaliadas cautelosamente pelo investidor. De que serve ter uma obrigação com um elevado cupão se o emitente não a pode pagar? Numa perspetiva de risco de crédito um título de dívida alemão com uma yield negativa pode verificar-se um melhor investimento do que um investimento num título de dívida de elevado cupão, mas de fraca qualidade creditícia!

Ainda assim, emissões de dívida pública com as características daquela que Portugal acaba de realizar são das poucas formas de obter um retorno real positivo no mundo atual das obrigações, por isso, na hora de decidir, é difícil ficar indiferente ao cupão. 

Como sempre, e não nos cansamos de o repetir, no mundo dos investimentos a velha máxima de "não colocar os ovos todos no mesmo cesto" continua a ser verdade.



   

INVESTIR EM OBRIGAÇÕES NO ACTIVOBANK

 
 

No ActivoBank disponilizamos a possibilidade de investir em obrigações de duas formas, através da negociação em bolsa e da colocação em mercado primário.

 

Negociação em bolsa

Tão simples como negociar uma ação. Todas as emissões de obrigações admitidas à negociação na Euronext Lisbon estão disponíveis para serem transacionadas em activobank.pt, na tab "Investir".

Além de todas as Obrigações do Tesouro emitidas  pela República de Portugal (onde se incluirá brevemente também a emissão de maio deste ano), poderá também encontrar obrigações de outros emitentes como a EDP, GALP, ZON, Mota Engil, dos principais clubes de futebol nacionais e também bancos nacionais.


Mercado primário


Muitas das emissões de obrigações são colocadas em mercado primário apenas junto de investidores institucionais. No entanto, recentemente alguns emitentes nacionais têm realizado Operações Públicas de Subscrição (OPS), permitindo desta forma o acesso dos investidores particulares à emissões de obrigações no momento inicial da sua emissão.
Atualmente não existe nenhuma OPS a decorrer, no entanto, prevê-se que ao longo deste ano ainda possam existir mais algumas operações deste tipo, disponibilizando o ActivoBank o acesso às mesmas, sendo ou não sindicato da operação de colocação das mesmas.

Por último, contamos a breve prazo ter ainda mais algumas novidades sobre o investimento em obrigações no ActivoBank, garantindo desde já que será o primeiro a saber.

 

A informação disponibilizada tem caráter meramente informativo e particular, sendo apresentada como mera ferramenta auxiliar, não devendo, nem podendo, desencadear ou justificar qualquer ação ou omissão, nem sustentar qualquer operação, nem ainda substituir qualquer julgamento próprio dos seus destinatários, sendo estes, por isso, inteiramente responsáveis pelos atos e omissões que pratiquem. Assim, e apesar de considerar que o conjunto de informações apresentadas foi obtido junto de fontes consideradas fiáveis, nada obsta que aquelas possam, a qualquer momento e sem aviso prévio, ser alteradas. Qualquer alteração nas condições de mercado poderá implicar alterações nesta informação. Não pode, nem deve, pois, o Banco ACTIVOBANK, S.A. garantir a exatidão, veracidade, validade e atualidade do conteúdo informativo que compõe a informação apresentada, pelo que o mesmo deverá ser sempre devidamente analisado, avaliado e atestado pelos respetivos Clientes. Os investidores devem considerar esta informação como mais um instrumento no processo de tomada de decisão de investimento. O Banco ACTIVOBANK, S.A. rejeita, assim, a responsabilidade por quaisquer eventuais danos ou prejuízos resultantes, direta ou indiretamente da utilização da informação apresentada, independentemente da forma ou natureza que possam vir a revestir. A reprodução total ou parcial desta informação não é permitida sem autorização prévia.

Esta informação não constitui aconselhamento personalizado ou recomendação de investimento/desinvestimento e não dispensa a consulta prévia das condições de comercialização (subscrição e resgate), bem como da política de investimento do fundo de investimento, através da leitura do prospeto simplificado.

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