domingo, 25 de abril de 2010

Noticias de Taize - 22 de Abril de 2010

Notícias de Taizé

Quinta-feira 22 de Abril de 2010
  • Taizé: depois da Páscoa
  • O irmão Alois foi recebido em audiência privada por Bento XVI
  • Roterdão: os primeiros encontros de divulgação local
  • Cluny: oração no dia 2 de Maio de 2010
  • Texto bíblico com comentário: «Proclamar o Deus desconhecido»
  • Quénia: retiro em Mji wa Furaha
  • Indonésia: encontros em Fevereiro de 2010
  • Na agenda
  • Oração

Taizé: depois da Páscoa

Na semana depois da Páscoa, encontraram-se em Taizé cerca de 4200 jovens. Durante esses dias, esteve presente na colina um grupo de Xangai. Com dois representantes das Igrejas Ortodoxa e Católica, o Bispo Luterano de Oslo esteve em Taizé para preparar o encontro que terá lugar na Noruega em Setembro. O bispo de Nanterre, D. Daucourt, esteve em Taizé e animou um workshop sobre «a fé numa sociedade secularizada».

Como costuma acontecer, os recentes acontecimentos no mundo tiveram repercussões em Taizé. O acidente com o avião polaco suscitou uma profunda tristeza nos jovens vindos deste país; o irmão Alois enviou imediatamente à Polónia uma mensagem de solidariedade e mencionou este país nas orações comunitárias, que tantas provações tem atravessado na sua História. O vulcão na Islândia impediu alguns jovens de viajar a Taizé, mas também reteve alguns na colina… entre eles, um Canadiano aproveitou para ficar uma segunda semana em silêncio.

O Davide (Itália), a Karoline (Noruega), o Maximilian (Alemanha) apresentam o seu pequeno testemunho nesta página.

O irmão Alois foi recebido em audiência privada por Bento XVI

O irmão Alois foi recebido por Bento XVI esta quinta-feira 22 de Abril. Foi a quinta audiência privada desde que é prior de Taizé: foi recebido todos os anos pelo Papa. O irmão Roger também ia a Roma todos os anos para encontrar os Papas João XXIII, Paulo VI e João Paulo II.

Nesta audiência, o irmão Alois apresentou o ministério da Comunidade de Taizé junto dos jovens: «Fazemos tudo o que podemos para que os jovens descubram uma relação pessoal com Deus.» Retomando palavras do Papa, segundo as quais todos os crentes «são co-responsáveis pelo que é e pelo que faz a Igreja», o irmão Alois salientou o desejo de Taizé despertar nos jovens o sentido dessa co-responsabilidade de todos no mistério de comunhão que é a Igreja. Taizé também procura apoiar o «ecumenismo de oração», convidando cristãos de diferentes confissões a reunirem-se frequentemente para rezar. O irmão Alois falou ao Papa dos recentes encontros de jovens organizados por Taizé na Polónia, nas Filipinas, no Vietname e em Portugal e dos próximos, no Chile e na Holanda. Mencionou a sua visita de três semanas à China e deu ao Papa um exemplar da Bíblia que Taizé imprimiu na China; 1 milhão de Bíblias foram distribuídas durante o ano de 2009 neste grande país.

Roterdão: os primeiros encontros de divulgação local

Respondendo a um convite conjunto da Conferência Episcopal Católica dos Países Baixos, da principal Igreja Protestante (PKN, Protestante Kerk Nederlands) e do Conselho das Igrejas dos Países Baixos, o 33° Encontro Europeu terá lugar pela primeira vez na Holanda, de 28 de Dezembro de 2010 a 1 de Janeiro de 2011. As paróquias católicas e protestantes de várias localidades à volta de Roterdão (como a Haia ou Delft) também estarão implicadas no acolhimento dos jovens peregrinos. De 18 a 30 de Abril, alguns irmãos da Comunidade estarão na Holanda para animar os primeiros encontros de divulgação local. No site, encontra-se já o programa provisório do Encontro e também informações práticas.

Cluny: oração no dia 2 de Maio de 2010

No contexto da celebração do 1100 aniversário da fundação de Cluny, os irmãos de Taizé foram convidados a animar um tempo de oração no domingo 2 de Maio de 2010, às 18 horas, numa galeria transversal da Abadia de Cluny. Durante a oração, o irmão Alois fará uma meditação. Falará nomeadamente sobre a forma como o irmão Roger via a proximidade de Taizé com Cluny - 10 quilómetros: o irmão Roger pensava que não foi por acaso que Deus o conduziu, em 1940, a fundar a Comunidade na aldeia de Taizé. Ver o artigo.

Texto bíblico com comentário: «Proclamar o Deus desconhecido»

Este discurso (Actos 17,22-34) que o apóstolo Paulo pronunciou na presença dos filósofos de Atenas tornou-se célebre… Um judeu vem a Atenas para anunciar «Cristo e a Ressurreição». O choque cultural deve ter sido imenso. E Paulo não suaviza as suas palavras ao criticar os ídolos… Apesar do choque, a pregação de Paulo é magnífica. Sem eliminar a confrontação inerente ao anúncio de qualquer coisa radicalmente nova, ele dá provas de uma rara capacidade de adaptação… Adaptar-se não significa truncar uma parte da verdade. Paulo vai, apesar de tudo, ao coração da mensagem bíblica, de forma rápida, mas clara: a afirmação do domínio de Deus sobre todas as coisas; o dom da vida ao ser humano; a vinda de um homem que abre as portas do perdão. Ler o comentário completo aqui.

Quénia: retiro em Mji wa Furaha

Participaram cerca de noventa jovens, de Nairobi e de diferentes províncias do Quénia, num retiro de quatro dias, animado pelos irmãos de Taizé em Mji wa Furaha. Entre os participantes, também havia alguns jovens da Tailândia, da Alemanha, da Roménia e de França. O tema do retiro foi: «Na luz da ressurreição». Os jovens foram convidados a participar três vezes por dia na oração comunitária com os irmãos. As meditações bíblicas, a reflexão pessoal em silêncio e os tempos de partilha em pequenos grupos foram os elementos principais do programa quotidiano. Os workshops sobre diferentes temas – «Como ler a Bíblia?»; «Encontrar e servir Cristo nos pobres e em pessoas de idade avançada»; «Viver do chamamento de Deus»; «A vida de um refugiado»; «Trabalhar com meninos da rua»; «Teatro, sociedade, fé»… – foram animados por diferentes pessoas… os irmãos de Taizé vão preparar outros retiros para jovens em Agosto (de 10 a 15) e em Dezembro (de 8 a 12) de 2010. Ler o artigo completo aqui.

Indonésia: encontros em Fevereiro de 2010

Na pequena cidade de Tegal, no centro de Java, há todos os meses uma oração com cânticos de Taizé. A ideia de ter um encontro de um fim-de-semana surgiu muito espontaneamente. Alguns jovens chegaram de longe, de Bandung ou de Jacarta. Os que vieram de fora foram acolhidos em casas de famílias. Numa das orações da noite participaram mais de 80 jovens. Muitos deles nunca tinham participado numa oração deste género e não conheciam a importância do silêncio na oração. De manhã, depois da oração, houve uma introdução bíblica, um tempo de reflexão pessoal e, depois, de partilha em pequenos grupos… Antes da celebração da Eucaristia, que concluiu o encontro, um jovem leu a carta do Richard, do Haiti, que pedia a todos para rezarem pelo seu povo no dia 12 de cada mês. Ler o artigo completo, em inglês, aqui.

Na agenda

  • Noruega: dois voluntários irão de Taizé à Noruega, de 25 de Abril a 11 de Maio de 2010. Estarão principalmente na região de Oslo, mas também em Stavanger, de 4 a 6 de Maio, e em Trondheim, de 7 a 9 de Maio.
  • Polónia: nos dias 7, 8 e 9 de Maio de 2010 vão reunir-se em Varsóvia, na paróquia de Sw. Tomasz, jovens de todo o país que se disponibilizaram para organizar os grupos que irão ao Encontro Europeu de Roterdão. Os representantes das paróquias que acolheram jovens em Poznan, no último Encontro Europeu, também foram convidados para este encontro. Dois voluntários de Taizé farão depois visitas às paróquias de Poznan, procurando dar assim continuidade ao Encontro do final do ano passado.
  • Eslovénia: com vista à preparação de um encontro de jovens Eslovenos, que terá lugar no final de Novembro, um irmão estará neste país de 25 a 29 de Abril de 2010.
  • Hungria: entre 27 de Abril e 4 de Maio, dois irmãos vão visitar várias cidades.
  • Itália: de 30 de Abril a 9 de Maio, um irmão vai animar encontros e tempos de oração em Itália, em várias cidades, entre as quais Florence, Arezzo, Modène.

Oração

Cristo ressuscitado, testemunha fiel do amor de Deus, tu acolhes-nos sempre e assumes os nossos sofrimentos e até as nossas faltas. Acreditar no teu perdão torna-nos capazes de ver lucidamente as nossas faltas e de repor aquilo que pode ser restabelecido. No teu perdão encontramos a liberdade e a alegria de viver. E à tua pergunta: «Tu amas-me?», podemos responder: «Sim, eu amo-te, talvez não da forma que gostaria, mas amo-te.»


Les Notícias de Taizé por e-mail sont disponibles en : allemand, anglais, croate, espagnol, français, hongrois, indonésien, italien, polonais, et portugais. Abonnement gratuit.


quinta-feira, 22 de abril de 2010

TAXAS DE ABSOLVIÇÃO

TAXAS DE ABSOLVIÇÃO




NOS TEMPOS QUE CORREM  SERÁ QUE AINDA ESTÃO EM VIGOR? 
 
. Se ainda estivesse em vigor, eu, para andar com a consciência tranquila, ficava tesinho... 





A Taxa Camarae do papa Leão X



A Taxa Camarae é um tarifário promulgado, em 1517, pelo papa Leão X
(1513-1521) destinado a vender indulgências, ou seja, o perdão dos
pecados, a todos quantos pudessem pagar umas boas libras ao pontífice.
Como veremos na transcrição que se segue, não havia delito, por mais
horrível que fosse, que não pudesse ser perdoado a troco de dinheiro.
Leão X declarou aberto o céu para todos aqueles, fossem clérigos ou
leigos, que tivessem violado crianças e adultos, assassinado  uma ou
várias pessoas, abortado... desde que se manifestassem generosos com os
cofres papais.
Vejamos o seus trinta e cinco artigos:
1.    O eclesiástico que cometa o pecado da carne, seja com freiras,
seja com primas, sobrinhas ou afilhadas suas, seja, por fim, com outra
mulher qualquer, será absolvido, mediante o pagamento de 67 libras, 12
soldos.
2.    Se o eclesiástico, além do pecado de fornicação, quiser ser
absolvido do pecado contra a natureza ou de bestialidade, deve pagar
219 libras, 15 soldos. Mas se tiver apenas cometido pecado contra a
natureza com meninos ou com animais e não com mulheres, somente pagará
131 libras, 15 soldos.
3.    O sacerdote que desflorar uma virgem, pagará 2 libras, 8 soldos.
4.    A religiosa que quiser alcançar a dignidade de abadessa depois
de se ter entregue a um ou mais homens simultânea ou sucessivamente,
quer dentro, quer fora do seu convento, pagará 131 libras, 15 soldos.
5.    Os sacerdotes que quiserem viver maritalmente com parentes,
pagarão 76 libras e 1 soldo.
6.    Para todos os pecados de luxúria cometido por um leigo, a
absolvição custará 27 libras e 1 soldo; no caso de incesto,
acrescentar-se-ão em consciência 4 libras.
7.    A mulher adúltera que queira ser absolvida para estar livre de
todo e qualquer processo e obter uma ampla dispensa para prosseguir as
suas relações ilícitas, pagará ao Papa 87 libras e 3 soldos. Em
idêntica situação, o marido pagará a mesma soma; se tiverem cometido
incesto com os seus filhos acrescentarão em consciência 6 libras.
8.    A absolvição e a certeza de não serem perseguidos por crimes de
rapina, roubo ou incêndio, custará aos culpados 131 libras e 7 soldos.
9.    A absolvição de um simples assassínio cometido na pessoa de um
leigo é fixada em 15 libras, 4 soldos e 3 dinheiros.
10.   Se o assassino tiver morto a dois ou mais homens no mesmo dia,
pagará como se tivesse apenas assassinado um.
11.   O marido que tiver dado maus tratos à sua mulher, pagará aos
cofres da chancelaria 3 libras e 4 soldos; se a tiver morto, pagará 17
libras, 15 soldos; se o tiver feito com a intenção de casar com outra,
pagará um suplemento de 32 libras e 9 soldos. Se o marido tiver tido
ajuda para cometer o crime, cada um dos seus ajudantes será absolvido
mediante o pagamento de 2 libras.
12.   Quem afogar o seu próprio filho pagará 17 libras e 15 soldos [ou
seja, mais duas libras do que por matar um desconhecido (observação do
autor do livro)]; caso matem o próprio filho, por mútuo consentimento,
o pai e a mãe pagarão 27 libras e 1 soldo pela absolvição.
13.   A mulher que destruir o filho que traz nas entranhas, assim como
o pai que tiver contribuído para a perpetração do crime, pagarão cada
um 17 libras e 15 soldos. Quem facilitar o aborto de uma criatura que
não seja seu filho pagará menos 1 libra.
14.   Pelo assassinato de um irmão, de uma irmã, de uma mãe ou de um
pai, pagar-se-á 17 libras e 5 soldos.
15.   Quem matar um bispo ou um prelado de hierarquia superior terá de
pagar 131 libras, 14 soldos e y6 dinheiros.
16.   O assassino que tiver morto mais de um sacerdote, sem ser de uma
só vez, pagará 137 libras e 6 soldos pelo primeiro, e metade pelos
restantes.
17.   O bispo ou abade que cometa homicídio põe emboscada, por
acidente ou por necessidade, terá de pagar, para obter a absolvição,
179 libras e 14 soldos.
18.   Quem quiser comprar antecipadamente a absolvição, por todo e
qualquer homicídio acidental que venha a cometer no futuro, terá de
pagar 168 libras, 15 soldos.
19.   O herege que se converta pagará pela sua absolvição 269 libras.
O filho de um herege queimado, enforcado ou de qualquer outro modo
justiçado, só poderá reabilitar-se mediante o pagamento de 218 libras,
16 soldos, 9 dinheiros.
20.   O eclesiástico que, não podendo saldar as suas dívidas, não
quiser ver-se processado pelos seus credores, entregará ao pontífice
17 libras, 8 soldos e 6 dinheiros, e a dívida ser-lhe-á perdoada.
21.   A licença para instalar pontos de venda de vários géneros, sob o
pórtico das igrejas, será concedida mediante o pagamento de 45 libras,
19 soldos e 3 dinheiros.
22.   O delito de contrabando e as fraudes relativas aos direitos do
príncipe contarão 87 libras e 3 dinheiros.
23.   A cidade que quiser obter para os seus habitantes ou para os
seus sacerdotes, frades  ou monjas autorização de comer carne e
lacticínios nas épocas em que está vedado fazê-lo, pagará 781 libras e
10 soldos.
24.   O convento que quiser mudar de regra e viver com menos
abstinência do que a que estava prescrita, pagará 146 libras e 5
soldos.
25.   O frade que para sua maior conveniência, ou gosto, quiser passar
a vida numa ermida com uma mulher, entregará ao tesouro pontifício 45
libras e 19 soldos.
26.   O apóstata vagabundo que quiser viver sem travas pagará o mesmo
montante pela absolvição.
27.   O mesmo montante terá de pagar o religioso, regular ou secular,
que pretenda viajar vestido de leigo.
28.   O filho bastardo de um prior que queira herdar a cura de seu
pai, terá de pagar 27 libras e 1 soldo.
29.   O bastardo que pretenda receber ordens sacras e usufruir de
benefícios pagará 15 libras, 18 soldos e 6 dinheiros.
30.   O filho de pais incógnitos que pretenda entrar nas ordens pagará
ao tesouro pontifício 27 libras e 1 soldo.
31.   Os leigos com defeitos físicos ou disformes, que pretendam
receber ordens sacras e usufruir de benefícios pagarão à chancelaria
apostólica 58 libras e 2 soldos.
32.   Igual soma pagará o cego da vista direita, mas o cego da vista
esquerda pagará ao Papa 10 libras e 7 soldos. Os vesgos pagarão 45
libras e 3 soldos.
33.   Os eunucos que quiserem entrar nas ordens, pagarão a quantia de
310 libras e 15 soldos.
34.   Quem por simonia quiser adquirir um ou mais benefícios deve
dirigir-se aos tesoureiros do Papa que lhos venderão por um preço
moderado.
35.   Quem por ter quebrado um juramento quiser evitar qualquer
perseguição e ver-se livre de qualquer marca de infâmia, pagará ao
Papa 131 librase15 soldos. Pagará ainda por cada um dos seus fiadores
a quantia de 3 libras.
No entanto, para a historiografia católica, o Papa Leão X, autor de um
exemplo de corrupção tão grande como o que acabamos de ler, passa por
ser o protagonista da «história do pontificado mais brilhante e talvez
o mais perigoso da história da Igreja».
(Fonte: Rodríguez, Pepe (1997). Mentiras fundamentais da Igreja católica.
Terramar - Editores, Distribuidores e Livreiros -
(1.ª  edição portuguesa,  Terramar, Outubro de  2001 - Anexo, pp. 345-348)
NOTA: Esta é a primeira vez que a Taxa Camarae do papa Leão X aparece
na NET em português.





domingo, 18 de abril de 2010

João Pedro Moreira, Rua Formosa, Porto

O meu filho João Pedro, em plena Rua Formosa, no Porto.

Lei Sobre o Depósito de Valores nas Clínicas Privadas Antes do Internamento

SAÚDE: Lei Sobre o Depósito de Valores nas Clínicas Privadas Antes do Internamento

 

Foi publicada no DIÁRIO DA REPÚBLICA em 09/01/2002, a Lei nº 3359 de 07/01/02, que dispõe:

art.1° - Fica proibida a exigência de depósito de qualquer natureza, para possibilitar internamento de doentes em situação de urgência e emergência, em hospitais da rede privada.

art. 2° - Comprovada a exigência do depósito, o hospital será obrigado a devolver em dobro o valor depositado, ao responsável pelo internamento.

art. 3° - Ficam os hospitais da rede privada obrigados a dar possibilidade de acesso aos utentes e a afixarem em local visível a presente lei.
art. 4° - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Não deixe de reenviar aos seus amigos. Uma lei como esta, que deveria ser divulgada, está praticamente escondida da população!

 

Aluguer de conta dores de Água, luz e gás acaba dia 26 Maio

 Aluguer de contadores de água, luz e gás acaba no próximo mês de Maio

Os consumidores vão deixar de pagar os alugueres de contadores de água, luz ou gás a partir de 26 de Maio próximo . Nesta data entra também em vigor a proibição de cobrança bimestral ou trimestral destes serviços, segundo um diploma que foi ontem publicado na edição do Diário da República.

A factura de todos aqueles serviços públicos vai ser obrigatoriamente enviada mensalmente, evitando o acumular de dois ou três meses de facturação, indica a Lei 12/2008, ontem publicada no boletim oficial e que altera um diploma de 1996 sobre os 'serviços públicos essenciais'.

A nova legislação passa a considerar o telefone fixo também como um serviço essencial e inclui igualmente nesta figura as comunicações móveis e via Internet, além do gás natural, serviços postais, gestão do lixo doméstico e recolha e tratamento dos esgotos.

O diploma põe fim à cobrança pelo aluguer dos contadores feita pelas empresas que fazem o abastecimento de água, gás e electricidade.

Também o prazo para a suspensão do fornecimento destes serviços, por falta de pagamento, passa a ser de dez dias após esse incumprimento, mais dois dias do que estava previsto no actual regime.

Outra mudança importante é o facto de o diploma abranger igualmente os prestadores privados daqueles serviços, classificando-os como serviço público, independentemente da natureza jurídica da entidade que o presta. Numa reacção à publicação do diploma em causa, 'a Deco congratula-se com estas alterações, há muito reivindicadas', afirmou à agência Lusa Luís Pisco, jurista da associação de defesa do consumidor.

O diploma ontem publicado, para entrar em vigor a 26 de Maio, proíbe também a cobrança aos utentes de qualquer valor pela amortização ou  inspecção periódica dos contadores, ou de 'qualquer outra taxa de efeito equivalente'.

Divulgar o mais possível... por razões óbvias.


quinta-feira, 15 de abril de 2010

Mais Imagens - Tornado em Santa Apolónia



Só nos faltava mais isto ...

O Norte, por Miguel Esteves Cardoso

Aqui fica o exemplo do que nos faz Nortenhos!!!
Para os verdadeiros Nortenhos, e para os outros  também, pode ser que aprendam alguma coisa .....


O NORTE, por MIGUEL ESTEVES CARDOSO

Primeiro, as verdades.
O Norte é mais Português que Portugal.
As minhotas são as raparigas mais bonitas do País.
O Minho é a nossa província mais estragada e continua a ser a mais bela.
As festas da Nossa Senhora da Agonia são as maiores e mais impressionantes
que já se viram.

Viana do Castelo é uma cidade clara. Não esconde nada. Não há uma Viana
secreta. Não há outra Viana do lado de lá. Em Viana do Castelo está tudo à
vista. A luz mostra tudo o que há para ver. É uma cidade verde-branca.
Verde-rio e verde-mar, mas branca. Em Agosto até o verde mais escuro, que se

vê nas árvores antigas do Monte de Santa Luzia, parece tornar-se branco ao
olhar. Até o granito das casas.

Mais verdades.

No Norte a comida é melhor.

O vinho é melhor.

O serviço é melhor.

Os preços são mais baixos.

Não é difícil entrar ao calhas numa taberna, comer muito bem e pagar uma ninharia.

Estas são as verdades do Norte de Portugal.

Mas há uma verdade maior.

É que só o Norte existe. O Sul não existe.

As partes mais bonitas de Portugal, o Alentejo, os Açores, a Madeira,
Lisboa, et caetera, existem sozinhas. O Sul é solto. Não se junta.

Não se diz que se é do Sul como se diz que se é do Norte.

No Norte dizem-se e orgulham-se de se dizer nortenhos. Quem é que se
identifica como sulista?

No Norte, as pessoas falam mais no Norte do que todos os portugueses juntos falam de Portugal inteiro.

Os nortenhos não falam do Norte como se o Norte fosse um segundo país.

Não haja enganos.

Não falam do Norte para separá-lo de Portugal.

Falam do Norte apenas para separá-lo do resto de Portugal.

Para um nortenho, há o Norte e há o Resto. É a soma de um e de outro que constitui Portugal.

Mas o Norte é onde Portugal começa.

Depois do Norte, Portugal limita-se a continuar, a correr por ali abaixo.

Deus nos livre, mas se se perdesse o resto do país e só ficasse o Norte, Portugal continuaria a existir. Como país inteiro. Pátria mesmo, por muito pequenina. No Norte.

Em contrapartida, sem o Norte, Portugal seria uma mera região da Europa. Mais ou menos peninsular, ou insular.

É esta a verdade.

Lisboa é bonita e estranha mas é apenas uma cidade. O Alentejo é especial mas ibérico, a Madeira é encantadora mas inglesa e os Açores são um caso à parte. Em qualquer caso, os lisboetas não falam nem no Centro nem no Sul - falam em Lisboa. Os alentejanos nem sequer falam do Algarve - falam do Alentejo. As ilhas falam em si mesmas e naquela entidade incompreensível a que chamam, qual hipermercado de mil misturadas, Continente.

No Norte, Portugal tira de si a sua ideia e ganha corpo. Está muito
estragado, mas é um estragado português, semi-arrependido, como quem não quer a coisa.

O Norte cheira a dinheiro e a alecrim.

O asseio não é asséptico - cheira a cunhas, a conhecimentos e a arranjinho. Tem esse defeito e essa verdade.

Em contrapartida, a conservação fantástica de (algum) Alentejo é impecável, porque os alentejanos são mais frios e conservadores (menos portugueses) nessas coisas.

O Norte é feminino.

O Minho é uma menina. Tem a doçura agreste, a timidez insolente da mulher portuguesa. Como um brinco doirado que luz numa orelha pequenina, o Norte dá nas vistas sem se dar por isso.

As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos verdes-impossíveis, daqueles em que os versos, desde o dia em que nascem, se põem a escrever-se sozinhos.

Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão confiança. Olho para as raparigas do meu país e acho-as bonitas e honradas, graciosas sem estarem para brincadeiras, bonitas sem serem belas, erguidas pelo nariz, seguras pelo queixo, aprumadas, mas sem vaidade. Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas, da maneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito. Gosto das pequeninas, com o cabelo 
puxado atrás das orelhas, e das velhas, de carrapito perfeito, que têm os olhos endurecidos de quem passou a vida a cuidar dos outros. Gosto dos brincos, dos sapatos, das saias. Gosto das burguesas, vestidas à maneira, de braço enlaçado nos homens. Fazem-me todas medo, na maneira calada como conduzem as cerimónias e os maridos, mas gosto delas.

São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem. As mulheres do Norte deveriam mandar neste país. Têm o ar de que sabem o que estão a fazer. Em Viana, durante as festas, são as senhoras em toda a parte. Numa procissão, numa barraca de feira, numa taberna, são elas que decidem silenciosamente.

Trabalham três vezes mais que os homens e não lhes dão importância especial.

Só descomposturas, e mimos, e carinhos.

O Norte é a nossa verdade.

Ao princípio irritava-me que todos os nortenhos tivessem tanto orgulho no Norte, porque me parecia que o orgulho era aleatório. Gostavam do Norte só porque eram do Norte. Assim também eu. Ansiava por encontrar um nortenho que preferisse Coimbra ou o Algarve, da maneira que eu, lisboeta, prefiro o Norte. Afinal, Portugal é um caso muito sério e compete a cada português escolher, de cabeça fria e coração quente, os seus pedaços e pormenores.
Depois percebi.

Os nortenhos, antes de nascer, já escolheram. Já nascem escolhidos. Não escolhem a terra onde nascem, seja Ponte de Lima ou Amarante, e apesar de as defenderem acerrimamente, põem acima dessas terras a terra maior que é o "O Norte".

Defendem o "Norte" em Portugal como os Portugueses haviam de defender Portugal no mundo. Este sacrifício colectivo, em que cada um adia a sua pertença particular - o nome da sua terrinha - para poder pertencer a uma terra maior, é comovente.

No Porto, dizem que as pessoas de Viana são melhores do que as do Porto. Em Viana, dizem que as festas de Viana não são tão autênticas como as de Ponte de Lima. Em Ponte de Lima dizem que a vila de Amarante ainda é mais bonita.
O Norte não tem nome próprio. Se o tem não o diz. Quem sabe se é mais Minho ou Trás-os- Montes, se é litoral ou interior, português ou galego? Parece vago. Mas não é. Basta olhar para aquelas caras e para aquelas casas, para as árvores, para os muros, ouvir aquelas vozes, sentir aquelas mãos em cima de nós, com a terra a tremer de tanto tambor e o céu em fogo, para adivinhar.

O nome do Norte é Portugal. Portugal, como nome de terra, como nome de nós todos, é um nome do Norte. Não é só o nome do Porto. É a maneira que têm e dizer "Portugal" e "Portugueses". No Norte dizem-no a toda a hora, com a maior das naturalidades. Sem complexos e sem patrioteirismos. Como se fosse só um nome. Como "Norte". Como se fosse assim que chamassem uns pelos outros. Porque é que não é assim que nos chamamos todos?».


 

terça-feira, 13 de abril de 2010

Pessoal do Millennium bcp: Caladinhos... Senão...

Caladinhos...  Senão...
 
À entrada da AG, que decorreu no edifício da Alfândega, algumas dezenas de dirigentes sindicais manifestaram-se contra a administração do banco (não provisionamento do fundo de pensões e suspensão dos prémios). Santos Ferreira contestou esta manifestação, lembrando que ninguém recebeu bónus e os trabalhadores deveriam estar satisfeitos por não ter havido despedimentos - 256 contratos a prazo passaram a definitivos.
 
 


segunda-feira, 5 de abril de 2010

Língua Portuguesa

Temos de atender aos pequenos sinais… e logo se verifica a diferença.

 'Um homem rico estava muito mal, agonizando. Pediu papel e caneta. Escreveu assim:

'Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres. '


Morreu antes de fazer a pontuação. A quem deixava a fortuna? Eram quatro concorrentes.


1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:

Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

3) O padeiro pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

4) Aí, chegaram os descamisados da cidade.. Um deles, sabido, fez esta interpretação
:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.


Moral da história:


"A vida pode ser interpretada e vivida de diversas maneiras..
Nós é que fazemos sua pontuação. E isso faz toda a diferença..."